"A esmagadora maioria dos dinamarqueses optou por abolir o opt-out da defesa. Estou muito, muito feliz com isso", disse a primeira-ministra Mette Frederiksen. "Enviamos um sinal claro para (o presidente russo Vladimir) Putin", acrescentou. "Com a decisão que tomamos, mostramos que quando Putin invadir um país livre e independente e ameaçar a paz e a estabilidade, iremos nos aproximar", completou.
Para a Dinamarca, membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aderir à política de defesa da UE teria um impacto relativamente modesto na arquitetura de segurança da Europa, particularmente em comparação com a adesão da Suécia e da Finlândia à Otan. Mas Christine Nissen, pesquisadora do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais, disse que ambas as medidas fazem "parte da mesma história" e fortaleceriam a cooperação militar em um continente atordoado pela guerra na Ucrânia. O principal efeito de abandonar o opt-out será que as autoridades dinamarquesas poderão ficar na sala quando colegas da UE discutirem tópicos de defesa, e as forças dinamarquesas poderão participar de operações militares da UE, como as da África e da Bósnia e Herzegovina.
Durante décadas, a Europa tem sido uma fonte de discórdia na Dinamarca. Em 1992, os eleitores atrasaram os planos de transformar a construção europeia em uma união ao rejeitar o Tratado de Maastricht em meio à oposição generalizada a um governo federal europeu que poderia limitar a soberania de nações individuais. Fonte:


