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Deputada petista recusa assinar proposta de Israel e continua detida

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) se recusou a assinar uma documentação para deportação acelerada e segue detida por forças israelenses na prisão de Ketziot, no deserto de Negev. As informações foram divulgadas neste sábado (4) pela assessoria de imprensa da parlamentar.

A deputada, que integrava a flotilha em direção à Gaza, considerou a documentação abusiva. "Por sua trajetória na defesa dos direitos humanos, entendeu que sua responsabilidade ia além de sua própria situação —estando em solidariedade e unidade com os demais membros da delegação brasileira que não assinaram o documento", diz um trecho do comunicado.

Audiências judiciais que analisam as prisões ocorrem hoje, segundo a assessoria da deputada. "Exigimos que o governo de Israel liberte imediatamente as brasileiras e os brasileiros detidos ilegalmente", cobra o texto.

"No momento, causam preocupação os relatos recebidos por representantes legais de que parte do grupo estaria sendo privado de água, alimentos e medicamentos, em violação a normas internacionais de direitos humanos e ao direito humanitário que protege missões civis e de ajuda humanitária."

Oito brasileiros detidos recusaram assinar a documentação, segundo o jornal Folha de S.Paulo. O grupo de brasileiros inclui o ativista Thiago Ávila; Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Luizianne Lins, deputada federal pelo PT; e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti.

GREVE DE FOME

Quatro brasileiros que foram detidos por Israel a bordo da flotilha que tentava chegar até Gaza iniciaram uma greve de fome. As autoridades do governo de Benjamin Netanyahu ainda realizaram a primeira deportação de um integrante da delegação que saiu do Brasil.

Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles estão entre os brasileiros em greve de fome. No total, 14 brasileiros faziam parte da missão que tentava levar ajuda humanitária aos palestinos.

O brasileiro deportado é Nicolas Calabrese, professor de Educação Física e militante do PSOL. Cidadão argentino e também italiano, vive no Brasil há mais de dez anos. Ele foi deportado para a Turquia e o consulado italiano em Israel pagou sua passagem.

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