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Crescem casos de pneumonia desconhecida em crianças na China e OMS pede detalhes

Por Portal Do Holanda

22/11/2023 21h43 — em
Mundo


Foto: Reprodução / Freepik

Na noite de quarta-feira (22), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que está acompanhando o aumento de casos de pneumonia sem causa identificada, que está afetando principalmente crianças na China. O órgão revelou em comunicado, que solicitou oficialmente à China informações detalhadas sobre o aumento de doenças respiratórias e sobre relatos de agrupamentos de pneumonia em crianças.

De acordo com o Estadão, a OMS afirma que as autoridades sanitárias chinesas, notificaram um aumento de casos de doenças respiratórias no país, em uma coletiva de imprensa realizada em 13 de novembro . Elas atribuíram esse crescimento ao relaxamento das restrições relacionadas à COVID-19 e ao aumento da circulação de patógenos conhecidos, como o vírus da gripe, a pneumonia por Mycoplasma (uma infecção bacteriana comum em crianças pequenas), o vírus respiratório sincicial (VSR), que geralmente causa bronquiolite em crianças menores, e o próprio SARS-CoV-2.

Porém, entre terça-feira (21) e quarta-feira (22) a imprensa e uma rede internacional de vigilância de doenças, a ProMED (Programa de Monitoramento de Doenças Emergentes), começaram a relatar casos de grupos de pacientes hospitalizados com um tipo de pneumonia desconhecida no norte da China, principalmente em crianças. Ainda não há informações sobre o número de infectados ou se há mortos.

A OMS destacou que não está claro se esses casos estão relacionados ao aumento geral de infecções respiratórias anteriormente mencionado pelas autoridades chinesas ou se são eventos independentes, como mencionado em nota divulgada naquela noite.

Um dos relatos registrados no sistema da ProMED cita informações do veículo de imprensa chinês FTVNews, descrevendo hospitais lotados de crianças com febre, algumas com nódulos pulmonares. A reportagem menciona a suspensão das aulas em algumas escolas e casos de professores infectados. Também aponta sobrecarga nos hospitais de Pequim e Liaoning. Embora ambas as cidades estejam no norte da China, estão a cerca de 800 quilômetros de distância uma da outra, o que indica que as infecções não estão concentradas apenas em uma província.

Especialistas não descartam a possibilidade de os surtos estarem relacionados a patógenos já conhecidos e de as crianças estarem sendo mais afetadas devido ao primeiro outono/inverno chinês sem restrições relacionadas à COVID-19 (o país suspendeu suas medidas rígidas de controle da pandemia em janeiro deste ano).

Assim como ocorreu no Brasil e em outros países, surtos fora de época de doenças como bronquiolite surgiram após o término do isolamento social. A explicação é que, como as crianças ficaram fora da escola ou as mais jovens nem sequer frequentaram durante a pandemia, os patógenos voltaram a circular e encontraram indivíduos sem imunidade prévia ou recente.

Diante dos relatos da imprensa e da ProMED, a OMS informou ter solicitado mais informações às autoridades chinesas, tanto epidemiológicas quanto clínicas, e resultados laboratoriais desses grupos de pacientes. A entidade também requisitou informações sobre as recentes tendências na circulação de patógenos conhecidos, incluindo gripe, SARS-CoV-2, VSR e Mycoplasma, e a atual capacidade do sistema de saúde chinês para lidar com essas demandas.

A OMS afirmou estar em contato com médicos e cientistas por meio de redes e parcerias técnicas estabelecidas no país asiático. A organização observou que a região norte da China vem enfrentando um aumento de doenças semelhantes à gripe desde meados de outubro.

Enquanto busca mais informações sobre o novo surto de doenças respiratórias, a OMS recomenda que as pessoas na China adotem medidas para reduzir o risco de contaminação. Isso inclui tomar as vacinas recomendadas, como as contra COVID-19 e gripe, ficar em isolamento em caso de sintomas respiratórios, manter distância de pessoas doentes, realizar testes diagnósticos e procurar assistência médica quando necessário.

O uso de máscaras, a lavagem regular das mãos e a garantia de ventilação adequada dos ambientes também são fortemente recomendados. A OMS se comprometeu a fornecer atualizações sobre a situação epidemiológica na China. O Estadão buscou informações do Ministério da Saúde na noite de quarta-feira, 22, para saber se há alguma informação sobre a situação na China ou se há algum monitoramento em andamento, mas ainda não recebeu resposta.

 


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