NOVA YORK, 24 Jul (Reuters) - Os contratos futuros de cacau fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionados pela perspectiva de uma queda na produção global, mas commodity ainda registrou uma perda semanal, assim como o café.
CACAU
* Os contratos de cacau da ICE Londres fecharam com alta de £49, ou 1,2%, a £4.020 por tonelada métrica, embora o mercado ainda tenha recuado 2% na semana.
* Os operadores afirmaram que a recente retração nos preços não foi inesperada, dada a magnitude da alta registrada nas últimas semanas, embora a tendência geral de alta tenha permanecido intacta.
* "Continuamos a esperar que os prêmios de risco relacionados ao El Niño aumentem progressivamente ao longo do segundo semestre de 2026, dada a tendência do fenômeno de reduzir as chuvas e elevar as temperaturas em todo o cinturão do cacau da África Ocidental durante a fase crítica de desenvolvimento das vagens", afirmou um relatório de corretora na sexta-feira.
* O contrato de cacau de Nova York subiu 1,4%, para US$5.376 por tonelada. O contrato registrou queda de 3% na semana.
CAFÉ
* O café arábica da ICE fechou com alta de 4,4 centavos, ou 1,4%, a US$3,138 por libra-peso, embora o mercado ainda tenha registrado uma perda semanal de 4,4%.
* Operadores afirmaram que a colheita no Brasil, principal produtor, estava ganhando ritmo, aumentando a oferta disponível.
* A corretora de commodities GSX afirmou em uma nota que a colheita no Brasil atingiu 64%, ainda abaixo dos 77% do ano passado e da média de cinco anos, de 70%.
* "As estimativas de uma safra (brasileira) abundante continuam sendo "baixistas": 66,7–75,4 milhões de sacas. No entanto, os estoques de arábica na ICE caíram para cerca de 330.000 sacas, mantendo elevado o risco de escassez", afirmou a GSX.
* Cerca de 2.000 produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos estarão isentos das tarifas anunciadas pelo governo Trump, incluindo o café, informou o Ministério do Comércio e Indústria do Brasil.
* O preço do café robusta subiu 1,3%, para US$3.757 a tonelada, após registrar uma queda de 3% na semana.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou com alta de 0,08 centavo, ou 0,5%, a 14,77 centavo por libra-peso. O mercado registrou queda de 0,4% na semana.
* O analista de açúcar Michael McDougall afirmou que a commodity não acompanhou a alta do petróleo, com o Brent subindo cerca de 30% no mês, enquanto o açúcar bruto praticamente não se alterou.
* "Parte dessa falta de correlação se deve ao fato de que a Petrobras não está mais ajustando o preço interno da gasolina ao preço internacional do petróleo, do diesel e da gasolina", disse ele.
* Isso impede que o etanol amplie sua diferença de preço em relação à gasolina, o que poderia impulsionar os preços do açúcar, já que as usinas usariam mais cana para produzir etanol.
* As perspectivas para a produção de açúcar da União Europeia enfraqueceram depois que uma forte seca atingiu as plantações de beterraba na França, na Alemanha e na Polônia, segundo produtores e analistas.
* O preço do açúcar branco subiu 0,2%, para US$ 460,80 a tonelada. Na semana, ele registrou queda de 2%.
(Reportagem de Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)




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