Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira, 11, matando pelo menos 111 pessoas, danificando centenas de edifícios e deixando muitos presas sob os escombros enquanto familiares e equipes de resgate vasculhavam os destroços. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou estado de emergência para agilizar a liberação de recursos para a recuperação pós-terremoto e anunciou que visitaria a área do desastre.
O epicentro foi em San José del Palmar, uma comunidade de cerca de 4.800 habitantes na região de Chocó, a aproximadamente 400 quilômetros a oeste de Bogotá, informou o Serviço Geológico dos EUA (USGS). O tremor também foi sentido nos países vizinhos, Equador e Panamá, embora tenham sido relatados danos mínimos nessas áreas. O terremoto devastou cidades em todo o oeste da Colômbia, incluindo Pereira, Quibdó, Cali e Manizales.
O Serviço Geológico da Colômbia informou que o terremoto foi o mais forte registrado no país "no século XXI" e que foi seguido por 21 réplicas de menor intensidade. A região do Pacífico colombiano, onde se localiza o epicentro, situa-se ao longo do "Círculo de Fogo" - a linha de falhas sísmicas que circunda o Oceano Pacífico e onde ocorre a maioria dos terremotos do mundo. Situada em meio a uma densa selva, grande parte de Chocó só é acessível por barco ou avião, o que pode representar um desafio para as autoridades na avaliação da extensão total dos danos.
O governo brasileiro ofereceu ajuda ao colombiano. Em nota, o Itamaraty comunicou sobre a intenção de colaborar nas atividades de resposta ao desastre e informou não ter recebido notificação, até o início desta tarde, a respeito de brasileiros entre as vítimas. Na coletiva de imprensa conhecida como "mañanera", a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que "é claro que daremos todo o apoio necessário ao povo da Colômbia, estaremos lá". Nos Estados Unidos, o secretário de Estado, Marco Rubio, escreveu que a "Administração Trump está acompanhando de perto o forte terremoto que atingiu a Colômbia e está pronta para apoiar o povo colombiano".
Um mês e meio após o duplo terremoto que devastou a Venezuela, o governo de Caracas também expressou. O chanceler Félix Plasencia González ofereceu o envio de equipes de resgate e ajuda humanitária: "Reafirmamos nosso compromisso com os laços de fraternidade, cooperação e unidade latino-americanas que nos unem", disse ele em um comunicado oficial.
*Com informações Associated Press



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