A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) lançou uma nova ofensiva para tentar recrutar militares chineses como informantes. A iniciativa ganhou destaque após a divulgação de um vídeo em mandarim, publicado em canais oficiais da agência, no qual um personagem fictício — um oficial de nível médio — decide colaborar com os EUA por acreditar que os líderes chineses “só protegem seus próprios interesses”.
O movimento ocorre em meio a um cenário de instabilidade dentro das Forças Armadas da China, marcado por demissões e investigações de generais promovidas pelo presidente Xi Jinping. A CIA aposta que esse ambiente pode favorecer a adesão de militares descontentes.
Segundo a agência, o objetivo é obter informações estratégicas sobre:
- Estrutura e movimentações militares;
- Liderança política e diplomática;
- Avanços tecnológicos e econômicos;
- Decisões internas de alto escalão.
O Ministério das Relações Exteriores da China reagiu com dureza, classificando a campanha como uma “provocação política descarada” e acusando Washington de tentar explorar fragilidades internas para enfraquecer o país. A iniciativa da CIA, vista como ousada e arriscada, pode ampliar ainda mais a tensão diplomática entre as duas potências.


