"Embora continuemos a ver grandes recuos na média diária de casos pelo país, as hospitalizações seguem elevadas, pressionando a capacidade e a força de trabalho do nosso setor de saúde a seus limites em algumas partes do país", alertou Rochelle Walensky, complementando que a média diária de mortes "continua muito elevada".
Ela qualificou o quadro como "misto", mas disse que ele reforça a importância da vacinação. Também mostrou dados atualizados para ressaltar o peso desproporcional enfrentado pelos não vacinados na pandemia. Segundo o levantamento dos números do país, o risco de vida de alguém não vacinado é 14 vezes maior do que aqueles que receberam as duas doses, ou a dose única no caso da Janssen. Além disso, aqueles não vacinados enfrentam 97 vezes mais risco de vida, em comparação com os que já receberam o reforço na imunização, ressaltou a autoridade. "As vacinas continuam a proteger contra a covid-19, mesmo no surto da Ômicron", disse.
As autoridades presentes também comentaram o fato de que a Pfizer realizou pedido de autorização para vacinar crianças menores de cinco anos. Foi ressaltado que essa solicitação passará pelo mesmo processo das outras vacinas, adotado já antes da pandemia. Em caso de eventual aval oficial, 18 milhões de crianças abaixo de cinco anos poderão ser vacinadas, disse o coordenador da força-tarefa, Jeff Zients. Questionado sobre a potencial normalização do quadro no país, ele disse que a prioridade oficial neste momento "é lutar contra a Ômicron".



Aviso