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Campanha no Reino Unido esquenta após atentado em Londres

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LONDRES — Após o atentado terrorista ocorrido no último sábado em Londres, a disputa eleitoral no Reino Unido ficou ainda mais imprevisível entre o Partido Conservador e o Trabalhista. Nesta segunda-feira, o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, pediu a renúncia da premier Theresa May por conta da redução do valor destinado às forças de segurança, após o terceiro atentado no país em três meses. Contando com o último ocorrido no sábado, foram três ações reivindicadas por terroristas, sendo duas em Londres e uma em Manchester só em 2017. Quase 40 pessoas morreram nesses atentados.

Em uma entrevista ao canal ITV, Corbyn disse que a primeira-ministra precisa renunciar por conta de sua liderança nos projetos para cortar verbas das forças policiais desde quando era ministra do Interior. May esteve à frente do ministério entre 2010 e 2016, antes de chegar a Downing Street após a renúncia de David Cameron, cujo governo tinha como meta eliminar o déficit público e determinou a redução do número de funcionários em todos os setores.

A então ministra do Interior apresentou e conseguiu aprovar um projeto que reduziu em cerca de 25 mil o número de policiais nas ruas durante um período de ataques contra o país.

— Houve apelos de pessoas muito responsáveis no tema, que estão muito preocupados porque ela estava no ministério do Interior por todo este tempo, presidindo os cortes no número de policiais e agora afirma que temos um problema. Sim, nós temos um problema: nunca deveríamos ter cortado do número de policiais — disse Corbyn.

De acordo com o Instituto de Estudos Fiscais, uma respeitada organização independente especializada nas contas públicas, o número de policiais caiu 14% entre 2009 e 2016, exatamente o mesmo que o gasto real com as forças de segurança. Por sua vez, May acusou o Partido Trabalhista de ser contrário ao aumento de gastos com a polícia de Londres durante os debates. Durante um pronunciamento nesta segunda, a premier reforçou sua postura e disse que há recursos apropriados para o setor de segurança e que o governo protege o orçamento das forças de ordem desde 2015.

A vantagem do Partido Conservador da primeira-ministra britânica sobre o Partido Trabalhista reduziu ligeiramente, segundo uma pesquisa da ICM divulgada nesta segunda-feira no jornal britânico “The Guardian”. O partido de May agora tem 11 pontos percentuais, com uma queda de 1 ponto em relação a uma pesquisa de semana passada.

Segundo a pesquisa, o apoio aos conservadores é de 45%, enquanto o apoio aos trabalhadores sobe um ponto, chegando a 34%. A consulta foi realizada no final de semana, sendo afetada por respostas após o ataque de extremistas em Londres.

Já uma projeção realizada pelo YouGov apontou que Theresa May conseguiria 305 lugares nas eleições parlamentárias de quinta-feira, ficando com menos 21 assentos a menos do que a maioria, que é de 326. Quandos as eleições foram antecipadas em abril, os conservadores tinham 330 lugares.

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