JERUSALÉM — Um caminhão dirigido por um palestino avançou sobre pedestres numa movimentada avenida em Jerusalém, matando ao menos quatro pessoas e ferindo outras 15, de acordo com a polícia israelense, que classificou o incidente como um ataque deliberado. Os mortos são três mulheres e um homem, todos na faixa dos 20 anos. O motorista foi baleado e morto no local.
— É um ataque terrorista — declarou uma porta-voz da polícia local, em entrevista à Israel Radio, que noticiou que corpos estavam “espalhados pela rua”.
Uma testemunha, que se identificou apenas como Moshe, disse à rádio que o caminhão atropelou um grupo de soldados, que revidaram disparando contra o motorista, que deu a volta e jogou o veículo novamente contra o grupo.
— Eles atiraram até ele ser neutralizado — disse a testemunha.
Em entrevista ao jornal local “Haaretz”, o chefe de polícia Roni Alsheich descreveu o atropelamento como um ataque terrorista, e afirmou que o motorista veio de Jerusalém Oriental.
De acordo com a Associated Press, a polícia local informa que o caminhão avançou sobre um grupo de soldados, que tinha acabado de desembarcar de um ônibus. O incidente aconteceu perto da avenida Armon Hanatziv, uma atração turística de Jerusalém por causa da vista para a Cidade Antiga. O trânsito na área foi bloqueado.
Desde o ano passado, ataques cometidos por palestinos provocaram a morte de 36 israelenses e dois visitantes americanos, a maioria por esfaqueamento. Durante o mesmo período, 229 palestinos foram mortos por agentes de Israel. Autoridades israelenses alegam que a violência é provocada pelos palestinos, que defendem que a violência é resultado da ocupação israelense.
O incidente lembra ataques terroristas recentes, que usaram veículos para atropelar as vítimas. No dia 19 de dezembro, um caminhão matou 12 pessoas e feriu cerca de 48 visitantes de uma feira de Natal na praça Breitscheid, perto da avenida Kurfürstendamm, em Berlim. O caminhão passou por cima da cerca e partiu para cima da multidão de pessoas que estavam no local. A agência ligada ao Estado Islâmico reivindicou o ataque. O tunisiano suspeito do ataque terrorista foi morto em troca de tiros com a polícia na quinta-feira seguinte, em Milão, na Itália. Anis Amri, de 24 anos, estava sendo procurado em vários países e caminhava sozinho por uma praça quando foi abordado por policiais. Após reagir com uma arma, acabou sendo baleado.
No dia 14 de julho, um tunisiano atropelou e matou 86 pessoas que esperavam para ver os fogos de artifício no dia da celebração da queda Bastilha, em Nice. O ataque aconteceu na Promenade des Anglais, avenida à beira-mar da cidade, por volta das 22h30m. O caminho frigorífico dirigido por Mohamed Lahouaiej-Bouhlel avançou por dois quilômetros para cima da multidão. Ele foi abatido pelas forças de segurança que trabalhavam no evento.

