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Brics deploram fortemente novo teste nuclear da Coreia do Norte

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XIAMEN — Os cinco países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reagiram de maneira inédita ao novo teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, dizendo deplorar fortemente à explosão conduzida no domingo. No jargão diplomático, trata-se de uma expressão alguns tons acima do tradicional “condenar”, que vinha sendo usado por vários países do mundo, inclusive parceiros do Brics.

“Deploramos fortemente o teste nuclear conduzido pela República Democrática. Expressamos nossa profunda preocupação com a atual tensão e prolongada questão nuclear na península da Coreia, e enfatizamos que la só deveria ser resolvida a partir de meios pacíficos e diálogo entre todas partes envolvidas”, diz o texto.

A previsão inicial era fazer um texto mais equilibrado. Isso porque China e Rússia acreditam que as responsabilidades não se devem apenas aos norte-coreanos. A China tem se manifestado contrária a todos os exercícios militares conjuntos que têm sido realizados entre Coreia do Sul e Estados Unidos, no seu quintal, o que considera uma ameaça para a sua própria segurança. A declaração de chanceleres do Brics feita um mês atrás apenas manifestava preocupação com a situação na península.

Mas a provocação do regime de Kim Jong-un ao testar uma bomba-H na véspera do encontro do Brics, que vinha sendo organizado pela China, que está na Presidência do bloco, foi vista como iniciativa hostil pelos próprios chineses. A pedido da própria China, como antecipou O GLOBO, maior defensora de termos mais equilibrados para texto, optou-se por usar palavras mais duras.

Em Pequim, durante o briefing do porta-voz, governo chinês tem insistido na desnucelarlização da Coreia do Norte. Ele disse aos repórteres que a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de impor sanções aos países que têm comércio com a Coreia do Norte é inaceitável.

— Não podemos aceitar uma situação na qual, por um lado, trabalhemos para resolver a quest de maneira pacifica, mas, for outro lado, os próprios interesses da China sejam sujeitos a sanções e prejuízos. Não é algo objetivo, nem justo — disse Geng.

Perguntado sobre o moments escolhido plea Coreia do Norte para realizer o teste, um dia antes da 9a. Cúpula do Brics, o porta-voz afirmou que "sempre que a Coreia do Norte realize um taste nuclear ';e contra vontade da comunidade internacional e a China contará com a forte oposição da China".

Em um encontro restrito com os líderes dos cinco países do Brics na manhã desta segunda-feira, o presidente Michel Temer afirmou que os testes norte-coreanos preocupam a todos e revivem temores que parecem ter ficado no passado.

— Outra questão que nos preocupa a todos são os recentes testes norte-coreanos. Os episódios dos últimos dias dão concretude a temores que parecem ter ficado nos livros de história. Hoje, encontrar saída diplomática para a situação tão grave.

Segundo ele, em perspectiva mais abrangente e de mais longo prazo, o desarmamento é a garantia mais eficaz contra a proliferação nuclear.

— O Brasil esteve na origem do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares, adotado em julho. Assinaremos o instrumento ainda este mês, em Nova York. Trata-se de mais uma conquista real do multilateralismo.

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