Início Mundo Boca de urna na Dinamarca indica protagonismo do centro para novo governo
Mundo

Boca de urna na Dinamarca indica protagonismo do centro para novo governo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pesquisa de boca de urna na Dinamarca mostra que não há uma maioria clara das coalizações de esquerda ou de direita para formar o próximo governo após as eleições realizadas nesta terça (1º).

A coalizão de centro-esquerda no poder sob a liderança da primeira-ministra Mette Frederiksen, segundo o levantamento encomendado pela emissora pública DR, levaria 85 cadeiras no Parlamento de 179 assentos. A coalizão oposicionista, à direita, levaria 73.

Com a fatia de 17 cadeiras, os Moderados, liderados pelo ex-premiê Lars Lokke Rasmussen, ganhariam poder de barganha para influenciar na formação de uma maioria com um dos dois blocos.

Foram ouvidas 4.161 pessoas na pesquisa, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Caso confirmado, o resultado poderia, pela primeira vez em quatro décadas, abrir caminho para um governo fora da tradicional divisão entre direita e esquerda, forçando uma das duas alas a negociar o apoio dos Moderados para ascender ao poder.

O mandato de Frederiksen terminaria em junho de 2023, mas a primeira-ministra foi forçada a antecipar as eleições após legendas menores, algumas inclusive de sua base de apoio, ameaçarem convocar um voto de desconfiança no Parlamento.

O estopim foi a chamada "crise dos visons", época em que o governo propôs o abate de todos os 17 milhões de visons em criações no país para conter supostas mutações do coronavírus --o plano acabou suspenso em novembro de 2020, após amplas críticas. A Dinamarca é um dos principais exportadores da pele desses animais.

"Se não há maioria, como parece ser o caso, os moderados são indispensáveis para formar um governo", disse à agência AFP Rune Stubager, professor de ciência política da Universidade de Aarhus.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?