Por Alan Baldwin
MONZA, Itália, 7 Set (Reuters) - A Audi pretende recorrer da decisão dos comissários de pista da Fórmula 1 que a deixou fora da zona de pontuação no Grande Prêmio da Itália, realizado no domingo.
Yuki Tsunoda, piloto substituto da Racing Bulls, terminou em 10º lugar em Monza, última posição da zona de pontuação e imediatamente à frente do brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, depois que os comissários decidiram não tomar nenhuma medida adicional em relação a uma volta de formação extra provocada pelo posicionamento do carro do piloto japonês no grid durante uma reinicialização da corrida.
Um porta-voz da Audi afirmou que a equipe apresentou a intenção de recorrer e que o caso agora está sujeito ao processo de apelação da FIA.
Um piloto que provoque uma volta de formação extra normalmente teria que dar uma volta a mais e largar do pit lane, enfrentando uma penalidade obrigatória de “stop-and-go” caso não o fizesse.
Tsunoda continuou normalmente e não recebeu nenhuma sanção. Bortoleto terminou a corrida em 11º lugar, com seu companheiro de equipe Nico Hulkenberg em 12º.
Os comissários confirmaram após a corrida que a volta de formação extra foi provocada pelo posicionamento do carro de Tsunoda.
“O carro 22 se aproximou do grid inicialmente rumo ao lado esquerdo da linha de largada; ao perceber que estava indo para a posição errada, o piloto mudou de direção e posicionou o carro no box correto e na posição correta dentro desse box”, afirmaram.
O diretor de prova, Rui Marques, disse que tomou a decisão de interromper a largada com base no comportamento do carro ao se aproximar do box de largada.
A Racing Bulls destacou, no entanto, que nem ela nem Tsunoda foram informados de que teriam sido a causa da decisão.
“O representante da equipe citou situações em que voltas de formação extras foram iniciadas devido a circunstâncias alheias, como a posição de um fotógrafo etc.”, afirmaram os comissários.
“Neste caso, nenhuma mensagem foi enviada à equipe ou ao piloto informando que eles eram a causa da volta de formação extra.”
Eles observaram que Marques havia “agido de boa-fé e com extrema cautela”.




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