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Ataques ucranianos fazem com que produção de petróleo da Rússia fique 10% abaixo da meta em maio, diz IEA

Reuters
Ataques ucranianos fazem com que produção de petróleo da Rússia fique 10% abaixo da meta em maio, diz IEA
Ataques ucranianos fazem com que produção de petróleo da Rússia fique 10% abaixo da meta em maio, diz IEA

17 Jun (Reuters) - A produção de petróleo bruto da Rússia caiu cerca de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior no mês passado, para 8,7 milhões de barris por dia — 10% abaixo da meta de maio — devido aos ataques ucranianos à sua infraestrutura energética, informou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quarta-feira.

Com o objetivo de atingir uma das principais fontes de financiamento da guerra da Rússia, os ataques da Ucrânia a refinarias dobraram desde o início de 2026, levando à paralisação total ou parcial do processamento de petróleo, de acordo com dados oficiais, redes sociais e cálculos da Reuters.

“Devido aos contínuos ataques à infraestrutura petrolífera, reduzimos a previsão para o petróleo bruto russo neste ano em 200 mil bpd, para 8,95 milhões de bpd”, afirmou a IEA, com sede em Paris, em um relatório mensal, observando que a Ucrânia começou a atacar áreas de produção mais remotas com drones de longo alcance.

A Rússia reconheceu neste mês, pela primeira vez, que a produção de petróleo caiu este ano, atribuindo a queda a manutenções não planejadas. O terceiro maior produtor mundial de petróleo deixou de publicar dados sobre a produção de petróleo em abril de 2023, pouco mais de um ano após o início da guerra com a Ucrânia.

A IEA informou que as exportações russas de petróleo bruto e derivados permaneceram estáveis em cerca de 7,4 milhões de bpd em maio, praticamente inalteradas em relação ao mesmo período do ano anterior, apesar dos ataques.

A receita total com exportações de petróleo caiu US$710 milhões em relação ao mês anterior, para US$20,8 bilhões em maio, devido à queda nos preços, mas esse valor foi 65% superior ao do ano anterior e ficou próximo de máximas históricas, informou a agência.

A IEA afirmou que os ataques forçaram Moscou a priorizar o abastecimento de derivados de petróleo ao mercado interno e a maximizar as exportações de petróleo bruto, que aumentaram em 490 mil bpd em relação ao mesmo período do ano anterior, para 5,2 milhões de bpd, retornando aos níveis de 2022.

A Rússia deve reduzir suas exportações de petróleo bruto, já que planeja aumentar a produção das refinarias em junho em meio à iminente escassez de combustível, segundo fontes do mercado no início deste mês.

(Reportagem de Alessandra Prentice)

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