Início Mundo ChatGPT domina os gastos com inteligência artificial na Câmara dos EUA
Mundo

ChatGPT domina os gastos com inteligência artificial na Câmara dos EUA

ChatGPT domina os gastos com inteligência artificial na Câmara dos EUA
OpenAI se prepara para lançar modelo GPT mais avançado

O ChatGPT se firmou como a principal ferramenta de inteligência artificial paga dentro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, justamente no momento em que o Congresso discute como regular o setor.

Um levantamento da CNBC nos registros de desembolso da Câmara localizou pelo menos US$ 113.740 pagos a fornecedores de IA nomeados entre 1º de abril de 2025 e 31 de março de 2026, período mais recente com dados disponíveis. O ChatGPT ficou com US$ 100.580 desse total, em 798 transações — cerca de 88% do dinheiro e 96% das operações. O Claude, da Anthropic, principal concorrente, somou US$ 13.160 em 37 transações.

Os números também revelam um descompasso partidário. Gabinetes democratas registraram US$ 54.165 em compras identificadas de IA, mais de três vezes os US$ 15.782 dos gabinetes republicanos. O ChatGPT apareceu em 44 gabinetes democratas e 27 republicanos; o Claude, em cinco democratas e um republicano.

Na rotina dos gabinetes, as equipes usam a tecnologia para resumir projetos de lei, redigir memorandos, preparar material de audiências e responder a eleitores. O deputado James Walkinshaw, democrata da Virgínia, disse à CNBC que recorre à IA em pesquisas, publicações em redes sociais e boletins, mas exige verificação independente dos fatos. Ele afirmou que os atendentes do gabinete distrital podem usar a ferramenta para organizar e agilizar demandas, embora decisões sobre defender um eleitor junto à Previdência Social ou à Receita precisem partir de uma pessoa, não de uma máquina.

A dianteira da OpenAI vem de sua chegada precoce ao Capitólio. Em 2023, o House Digital Service formou um grupo de trabalho sobre IA e distribuiu as primeiras 40 licenças do ChatGPT Plus a assessores dos dois partidos. A empresa também fechou parceria com a Congressional Management Foundation, de perfil apartidário, para treinar assessores seniores da Câmara e do Senado.

O retrato, porém, é parcial: ficam de fora contas gratuitas, recursos de IA embutidos em contratos maiores de software e quase todo o uso no Senado — excluído porque seus relatórios de gastos não identificam fornecedores da mesma maneira. A adoção do Microsoft Copilot pela Câmara, por exemplo, pode significar mais gasto oficial com IA do que os pagamentos ao ChatGPT visíveis nos registros públicos.

A disputa vai além da produtividade dos gabinetes. OpenAI, Anthropic, Google e Microsoft brigam por influência enquanto o Congresso e agências federais decidem como a IA deve ser comprada, usada e fiscalizada. Dados de lobby federal reunidos pela organização Issue One mostram que a OpenAI elevou seus gastos em 82,5% na comparação anual, chegando a US$ 1 milhão no primeiro trimestre de 2026. A Anthropic desembolsou cerca de US$ 1,6 milhão no mesmo intervalo. Em paralelo, os deputados Ted Lieu e Nathaniel Moran apresentaram neste mês o projeto bipartidário apelidado de AI Kill Switch Act, que obrigaria grandes empresas do setor a manter capacidade de limitar, suspender ou desligar seus sistemas.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!