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Ataque dos EUA na Síria: Veja as reações dos líderes mundiais

WASHINGTON — O bombardeio dos Estados Unidos à base militar síria, ordenado pelo presidente Donald Trump em retaliação ao ataque químico no Noroeste do país nesta semana, foi apoiado por países ocidentais, e condenado pelos aliados do ditador Bashar al-Assad, como Rússia e Irã. Veja aqui as reações dos líderes internacionais.

A Presidência síria classificou nesta sexta-feira os bombardeios americanos de ato “irresponsável” e “tolo”. “O que os Estados Unidos fizeram não passa de um comportamento tolo e irresponsável, o que apenas revela sua visão míope a curto prazo e sua cegueira política e militar a respeito da realidade”, afirma um comunicado da Presidência.

Ainda de acordo com a nota, o ataque aumentou a determinação do país para derrotar grupos insurgentes e aumentar as ações contra os rebeldes. “Essa agressão intensificou a determinação da Síria para atingir esses agentes terroristas, para continuar a derrotá-los, e acelerar a velocidade de ações com esse objetivo onde quer que eles estejam”, disse.

O ministro iraniano das Relações Exteriores Mohammad Javad Zarif acusou os Estados Unidos de usarem “falsas alegações” para atacar a Síria e de ser estar “do lado” dos grupos al-Qaeda e Estado Islâmico.

“Os Estados Unidos ajudaram (o ex-presidente iraquiano) Saddam Hussein a usar armas químicas contra o Irã nos anos 1980. Depois disso, usaram de falsas alegações quanto a armas químicas para atacar o Iraque em 2003 e agora a Síria”, tuitou Zarif, cujo país é aliado do regime de Bashar al-Assad.

O presidente da França, François Hollande, disse nesta sexta-feira que a “resposta” dos Estados Unidos ao ataque químico deve “agora prosseguir em nível internacional”.

“Considero que esta operação foi uma resposta”, disse Hollande. “Agora, deve prosseguir em nível internacional, se for possível no âmbito das Nações Unidas, para que possamos sancionar Bashar al-Assad e evitar que voltem a ser utilizadas armas químicas”.

Em um comunicado conjunto com a França, a chanceler Angela Merkel disse que o ditador sírio Bashar al-Assad tem “a plena responsabilidade”.

“Uma base militar do regime sírio utilizada para realizar bombardeios químicos foi destruída esta noite por bombardeios americanos (...) Assad tem a plena responsabilidade”, afirmaram François Hollande e Angela Merkel na nota, na qual indicaram que Washington informou Paris e Berlim antes da ação.

A porta-voz do governo chinês disse que a China é contrária ao uso de força, mas não mencionou os Estados Unidos em especial. Ela disse que a China “se opõe ao uso de armas químicas em qualquer circunstância”.

Porta-voz do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o ataque dos EUA foi uma resposta positiva aos “crimes de guerra” na Síria e que agora era necessário impor uma zona de exclusão aérea e criar zonas seguras na Síria sem demora.

“A destruição da base aérea de al-Sharyat marca um passo importante para garantir que os ataques químicos e convencionais contra a população civil não fiquem impunes”, acrescentou o porta-voz Ibrahim Kalin.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou o bombardeio dos Estados Unidos contra uma base militar na Síria uma “agressão contra um Estado soberano”, baseada “em pretextos inventados”.

“Esta ação de Washington causa um dano considerável nas relações russo-americanas, que já se encontram em um estado lamentável”, disse o porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov.

Para o presidente russo, “os ataques americanos na Síria são uma tentativa de desviar a atenção da comunidade internacional das numerosas vítimas civis no Iraque”, em razão dos ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico em Mossul, onde dezenas de civis foram mortos no final de março.

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