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Ataque a Parlamento da Venezuela foi planejado, diz líder opositor

CARACAS - O líder opositor ao governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda, afirmou que o chefe de Estado e seu gabinete querem se desvincular do ataque violento organizado por manifestantes pró-Maduro à Assembleia Nacional do país na quarta-feira. Capriles disse que é impossível que Maduro não tenha tido conhecimento da ação anteriormente, já que houve uma convocação para o ato, que resultou com vários deputados feridos.

Capriles disse que há cadeia de comando entre generais e coronéis da Guarda Naiconal Bolivariana (GNB) que passou as informações sobre o ocorrido até o vice-presidente Tareck El Aissami.

— Na terça-feira, às 6h34m, chegou a mim uma mensagem de texto na qual os militantes convocam à Assembleia Nacional e incita o coronel (Vladimir) Lugo para apoiar esta ação — disse Capriles em entrevista à Unión Radio.

Integrantes da Mesa da Unidade Democrátia (MUD) convocaram uma mobilização nesta quinta-feira, chamada de “Marcha contra a ditadura”, que sairá de 40 pontos de Caracas em direção ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). O objetivo é protestar contra as ações inconstitucionais do governo de Maduro, entre elas, a realização de uma Assembleia Nacional Constituinte para redesenhar as leis venezuelanas sem consultar o povo. Agentes da GNB já bloquearam os entornos do Tribunal.

Capriles rejeitou qualquer possibilidade de que ocorra uma guerra civil no país, mas questinou sobre o possível cenário que teria acontecido caso o diretório opositor enviasse resgate aos parlamentares e cidadãos agredidos pelos partidários de Maduro. O governador de Miranda indicou que Maduro considerou que o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, deve responder às convocações de grupos violentos e suas ações.

— O que teria acontecido se nós tivéssemos mandado um grupo de apoio à AN, um grupo de ao menos 200 motos? E não como grupos de choque, mas para resgatar os deputados. O que teria acontecido? Bom, mas nós não respondemos assim — disse Capriles. — Uma coisa são grupos de trabalho social e outras são esses paramilitares — esclareceu, fazendo distinção entre grupos que promovem violência e outros de posicionamento pacífico.

A oposição já declarou que continuará com os protestos nas ruas, que já duram três meses, até pelo menos 16 de julho, quando será realizado um plebiscito não oficial para saber o posicionamento dos cidadãos sobre o governo atual e a renovação dos poderes públicos.

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