Neste domingo (26), ocorrem as eleições na Argentina para renovar metade da Câmara e um terço do Senado, em uma disputa vista como um teste de sobrevivência política para Javier Milei. As pesquisas apontam um cenário equilibrado entre o partido do presidente, A Liberdade Avança, e a oposição peronista, em meio a uma crise de popularidade e escassez de reservas cambiais. Para analistas, o resultado definirá se Milei ganha novo fôlego ou inicia um processo de desgaste político.
Com apenas 37 deputados e seis senadores atualmente, Milei tenta ampliar sua base parlamentar para avançar com reformas econômicas e trabalhistas. Nas províncias mais populosas, como Buenos Aires, a disputa promete ser acirrada e servirá como termômetro do apoio popular ao governo libertário. Apesar de enfrentar denúncias de corrupção e queda nos índices de aprovação, especialistas projetam que seu partido deve ampliar a presença no Congresso — o que pode redefinir o equilíbrio de forças na política argentina.
O desempenho de Milei também tem peso internacional: dias após se reunir com Donald Trump na Casa Branca, o argentino busca consolidar o apoio financeiro prometido por Washington. O ex-presidente dos EUA condicionou novos aportes ao sucesso de Milei nas urnas.
