MOSCOU, 2 Jul (Reuters) - A Rússia afirmou nesta quinta-feira que continuará aumentando a pressão sobre a Ucrânia, após um ataque em grande escala ocorrido durante a madrugada em Kiev, que matou pelo menos 17 pessoas e feriu dezenas.
A Ucrânia afirmou que a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones no ataque, que destruiu vários edifícios residenciais. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o ataque teve como alvo exclusivamente “alvos militares ou quase militares”.
Peskov disse que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi informado por seu comandante militar chefe, Valery Gerasimov, sobre os resultados do que chamou de “ataque retaliatório em grande escala” contra Kiev e outros locais.
No quinto ano da guerra, a Rússia intensificou seus ataques com mísseis e drones, especialmente contra Kiev, enquanto a Ucrânia intensificou seus próprios ataques com drones contra o setor energético russo, causando danos graves que levaram à escassez generalizada de combustível.
Questionado sobre uma declaração da chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, de que a UE proporia ainda mais sanções para aumentar a pressão sobre a Rússia, Peskov respondeu: “A Rússia continuará a intensificar a pressão sobre o regime de Kiev a fim de alcançar os objetivos que estabeleceu”.
Peskov disse que está ocorrendo uma discussão na Rússia sobre como proteger sua segurança em resposta ao que Moscou considera medidas da UE para “militarizar” o continente e aumentar as tensões.
Alguns linha-dura russos, indignados com os ataques de drones da Ucrânia e com o que consideram uma promessa não cumprida dos Estados Unidos de intermediar o fim da guerra em termos favoráveis, têm instado Putin, nas últimas semanas, a abandonar a diplomacia e intensificar o conflito.
“Vocês sabem que há defensores, inclusive acadêmicos, de medidas muito drásticas, assim como há defensores de abordagens mais moderadas”, disse Peskov.
“Mas uma coisa é certa: a proteção segura da Federação Russa e de seus interesses nacionais será garantida, aconteça o que acontecer.”
(Reportagem da Reuters)



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