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Adolescente engole quase 200 ímãs e tem parte do intestino removida

Adolescente engole quase 200 ímãs e tem parte do intestino removida
Adolescente engole quase 200 ímãs e tem parte do intestino removida

Um caso alarmante de ingestão de corpos estranhos foi detalhado no periódico científico The New Zealand Medical Journal nesta sexta-feira (24). Um adolescente neozelandês de 13 anos precisou ser submetido a uma cirurgia de emergência para remover uma parte do intestino após engolir cerca de 200 ímãs de neodímio.

Os exames iniciais de raio-X revelaram quatro longas cadeias dos ímãs no sistema digestivo do garoto. Durante o procedimento realizado no Hospital Tauranga, na Ilha Norte, os médicos constataram a gravidade da situação: os ímãs haviam se conectado entre diferentes paredes do intestino, causando compressão dos tecidos, bloqueio da circulação sanguínea e uma extensa necrose por pressão.

Apesar da complexidade do quadro, o menino se recuperou bem e recebeu alta hospitalar apenas oito dias após a cirurgia.

Os ímãs de neodímio são conhecidos por sua potência, sendo até 50 vezes mais fortes que os ímãs comuns. Comercializados como brinquedos antiestresse em formato de pequenas esferas coloridas, eles representam um risco extremo quando engolidos.

O perigo reside justamente na força magnética: se dois ou mais ímãs forem ingeridos em momentos diferentes, eles podem se atrair através das paredes do sistema digestivo (estômago ou intestino), perfurando os órgãos e causando infecções graves ou, como neste caso, necrose.

A Nova Zelândia proibiu a venda desses produtos em 2013, mas o caso do adolescente expõe as falhas na fiscalização, especialmente em plataformas de e-commerce internacionais. 

Alex Sims, pesquisador de direito comercial da Universidade de Auckland, destacou ao portal Science Alert a dificuldade em fazer cumprir a proibição e reforçou o alerta aos pais sobre a supervisão de compras online.

As autoridades também alertam sobre a influência das redes sociais, onde desafios perigosos encorajam jovens a usar os ímãs para simular piercings no rosto, resultando em ingestão acidental. Os médicos alertam que mais de 75% das crianças que engolem ímãs necessitam de intervenção cirúrgica ou endoscópica, e o atendimento imediato é crucial.

Posicionamento Temu
 
Após a publicação da reportagem, entramos em contato com o New Zealand Medical Journal para saber mais sobre o caso. Segundo os editores, o adolescente de 13 anos relatou que os ímãs foram comprados da Temu, mas não conseguimos verificar isso de forma independente.
 
Por precaução, revisamos a foto dos ímãs publicada no Journal e verificamos listagens de produtos semelhantes em nossa plataforma. Os ímãs disponíveis atualmente estão em conformidade com os regulamentos da Nova Zelândia e também são vendidos por outros grandes varejistas online e físicos.
 
Embora a venda desses produtos seja legal, eles podem ser perigosos se ingeridos e apoiamos os esforços para conscientizar o público sobre a segurança dos ímãs.
 
Como um mercado terceirizado, o Temu exige que todos os vendedores cumpram as leis e os padrões de segurança aplicáveis, e agimos prontamente para remover quaisquer listagens que não estejam em conformidade.

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