NOVA YORK, 30 Abr (Reuters) - Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE fecharam em queda nesta quinta-feira, com os preços do petróleo recuando em relação à máxima de quatro anos atingida anteriormente, enquanto os contratos futuros do cacau subiram acentuadamente.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou em queda de 0,1 centavo, ou 0,7%, a 14,58 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir uma máxima de três semanas de 14,77 centavos.
* O recente aumento nos preços da energia levou a um maior uso da cana para produzir etanol biocombustível e, portanto, reduziu a produção de açúcar, principalmente no Brasil.
* A produção de açúcar no principal cinturão açucareiro do Brasil caiu 11,9%, para 647.000 toneladas métricas na primeira metade de abril, em comparação com o mesmo período do ano anterior, mostraram dados da associação Unica nesta quinta-feira.
* No entanto, a produção de açúcar foi maior do que o consenso de 541.000 toneladas métricas indicado em uma pesquisa com analistas realizada pela S&P Global Commodity Insights.
* O contrato de açúcar bruto de maio expirou com uma entrega vista pelos operadores em 483.400 toneladas métricas.
* O açúcar branco caiu 1,3%, para US$438,90 por tonelada.
CACAU
* O cacau em Londres fechou em alta de 110 libras, ou 4,3%, a 2.668 libras por tonelada.
* Os negociantes disseram que permanecem as preocupações de que a escassez de fertilizantes e um evento climático do El Niño possam reduzir a produção global para a temporada 2026/27.
* No início desta semana, a StoneX reduziu sua previsão de excedente global de cacau na temporada 2026/27 para 149.000 toneladas métricas, em comparação com sua projeção anterior de 267.000 toneladas.
* O cacau em Nova York ganhou 4,7%, para US$3.569 a tonelada.
* A Hershey, fabricante de doces dos EUA, superou as estimativas de lucros do primeiro trimestre, mas registrou uma queda de 4% no volume de vendas do segmento de confeitos.
CAFÉ
* O café arábica caiu 5,15 centavos, ou 1,8%, a US$2,8555 por libra-peso.
* Os comerciantes disseram que a perspectiva de uma safra abundante de café no Brasil, o maior produtor, este ano, estava pesando sobre os preços.
* A safra brasileira de café de 2026/27 deve crescer 11,5% em relação à temporada anterior, devido às melhores condições climáticas e aos bons cuidados com a lavoura, de acordo com uma pesquisa com agricultores realizada pela Coffee Trading Academy.
* O café robusta perdeu 2,4%, para US$3.361 a tonelada.
(Reportagem de Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))REUTERS RS



