Em um desdobramento significativo, Israel e Hamas concordaram em um cessar-fogo após mais de 467 dias de conflito, com a previsão de que os primeiros reféns, sequestrados em 7 de outubro de 2023, sejam libertados no domingo (19) O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou que cerca de cem reféns ainda estão sob custódia do Hamas, e a troca incluirá a liberação de centenas de prisioneiros palestinos.
A aprovação do acordo pelo Gabinete de Segurança de Israel foi um passo necessário, mas a ratificação final depende do Conselho de Ministros, que deve votar hoje. Enquanto a maioria da população israelense celebra o potencial fim da violência, uma ala radical do governo, liderada pelo ministro de Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, expressa oposição, temendo que o acordo comprometa os avanços militares alcançados.
O acordo foi mediado com a ajuda dos Estados Unidos, Catar e Egito, e promete uma trégua que ainda requer aprovação formal. Durante a guerra, os ataques israelenses na Faixa de Gaza resultaram em quase 48 mil mortes, intensificando a crise humanitária na região.

