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WhatsApp testa função que trava espelhamento de tela e bloqueia cópia de conversas sensíveis

Recurso em testes, batizado de "Conversa Restrita", isola o chat no aparelho principal e impede cópia, exportação e uso por inteligência artificial.

WhatsApp testa função que trava espelhamento de tela e bloqueia cópia de conversas sensíveis
Novo recurso de segurança busca proteger conversas sensíveis no WhatsApp

O WhatsApp está testando uma nova camada de proteção para conversas sensíveis, batizada de "Conversa Restrita". O recurso foi identificado em uma versão beta do aplicativo para Android e representa uma evolução da função "Privacidade Avançada de Conversas", já disponível para alguns usuários. O objetivo declarado é blindar chats específicos contra vazamentos e acessos não autorizados.

A novidade funciona com quatro travas combinadas. A conversa marcada como restrita fica disponível apenas no celular principal, sem sincronizar com o WhatsApp Web ou com outros aparelhos vinculados à conta. Fotos, vídeos e arquivos recebidos deixam de ser salvos automaticamente na galeria do celular. Também não é possível exportar o histórico completo da conversa em arquivo, nem compartilhar ou usar o conteúdo das mensagens com a Meta AI, a inteligência artificial da própria empresa.

Essa combinação mira diretamente em duas portas usadas para vazar conversas: o espelhamento de tela para outros dispositivos e a extração de históricos de chat. Hoje, sincronizar o WhatsApp com um computador ou aparelho desconhecido é uma das formas mais comuns de alguém mal-intencionado acompanhar mensagens em tempo real, inclusive códigos e combinações usadas em transferências via Pix. A função ainda está em fase de desenvolvimento, sem data confirmada para chegar a todos os usuários.

Enquanto a novidade não é lançada oficialmente, a recomendação para quem usa o aplicativo no dia a dia continua a mesma: nunca escanear o QR Code do WhatsApp Web em computadores públicos ou desconhecidos, revisar periodicamente a lista de "dispositivos conectados" dentro do próprio app e desconfiar de qualquer pedido de código de verificação recebido por mensagem ou ligação.

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