Depois que o governo federal proibiu, por medida provisória publicada em setembro, a exploração de apostas de quota fixa, jogos online e cassinos virtuais em todo o país, criminosos passaram a aproveitar a confusão para criar sites falsos de apostas. As páginas imitam o visual de uma casa de apostas real, com saldo fictício, histórico de jogadas e até uma lista de "últimos saques" com nomes parcialmente ocultos e valores altos — tudo para convencer a vítima de que a plataforma é confiável.
O golpe é divulgado em perfis de Instagram, TikTok e Telegram, prometendo retornos de até R$ 3 mil a partir de um depósito inicial pequeno, geralmente entre R$ 20 e R$ 30 via Pix. Depois que a vítima deposita e "ganha", a plataforma trava o pedido de saque e cobra uma nova taxa, também via Pix, para liberar o dinheiro. O problema é que o próprio sistema do site nunca confirma esse pagamento: o resgate fica marcado como pendente indefinidamente, levando a vítima a gerar novos códigos de pagamento, em um ciclo que não tem fim.
Uma análise de uma empresa de segurança digital identificada em outubro mapeou centenas de contas de usuários em sites desse tipo: na maior parte das transações verificadas, o pedido de saque nunca foi concluído e o dinheiro nunca foi devolvido. Em outra plataforma com nome semelhante, dados de milhares de contas — nomes, e-mails e telefones — ficaram expostos, ampliando o risco para quem caiu no golpe.
Como a aposta de quota fixa está proibida em todo o Brasil, qualquer site que ainda se apresente como casa de apostas online já deveria ser tratado com desconfiança — e nenhuma plataforma legítima exige o pagamento de uma taxa para liberar um saque. Quem já pagou por uma dessas "taxas" não deve enviar mais dinheiro, deve guardar prints e comprovantes como prova e registrar o caso nos canais oficiais de denúncia.
Aviso