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Golpe muda o número que aparece na tela do celular para fingir ligação de banco, alerta a Anatel

Técnica de spoofing faz a tela do celular mostrar o nome e o número reais do banco, mesmo quando quem liga é um criminoso

Golpe muda o número que aparece na tela do celular para fingir ligação de banco, alerta a Anatel
Criminosos falsificam o número exibido na tela para simular ligações de bancos. Foto: Engin Akyurt / Pexels

Um novo golpe vem preocupando bancos e a área de telecomunicações no Brasil: a falsificação do identificador de chamadas, técnica conhecida como spoofing, que faz o celular da vítima mostrar um número e até um nome que parecem legítimos, como os de um banco, de um órgão público ou de um contato salvo na agenda. Na prática, quem está do outro lado da linha é um criminoso se passando por atendente, alegando uma compra suspeita, um bloqueio na conta ou um desconto indevido em benefício, para pressionar a vítima a agir rápido.

A fraude levou a Federação Brasileira de Bancos a reforçar o alerta de que a tecnologia por trás das ligações falsas vem sendo usada para simular centrais telefônicas de instituições financeiras. A Agência Nacional de Telecomunicações também anunciou um conjunto de medidas preventivas contra chamadas com indícios de spoofing, que incluem rastrear a origem das ligações e bloquear tráfego suspeito identificado pelas operadoras. Bancos também têm orientado equipes de prevenção a fraude a reforçar que o identificador de chamadas, por si só, nunca deve ser tratado como prova de que a ligação é legítima.

Durante o golpe, o criminoso costuma pedir senhas, códigos de confirmação recebidos por SMS ou aplicativo, instalação de um programa "de segurança" no celular ou a realização de uma transferência para uma "conta protegida". Saber dados pessoais da vítima, como nome completo ou CPF, também não comprova que a ligação vem realmente do banco, já que essas informações podem ter sido obtidas em vazamentos de dados anteriores e não indicam qualquer vínculo com a instituição.

A orientação para quem recebe uma ligação suspeita é desligar e não tomar nenhuma decisão sob pressão durante a chamada. O contato com o banco deve ser feito sempre por um canal confiável, como o número impresso no verso do cartão ou a central acessada diretamente pelo aplicativo oficial, nunca por um número passado durante a própria ligação. Não se deve instalar aplicativos, abrir links ou compartilhar senhas e códigos a pedido de quem liga. Quem já chegou a repassar dados ou fazer uma transferência deve contatar o banco imediatamente, reunir os registros disponíveis e registrar um boletim de ocorrência.

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