O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou na tarde desta segunda-feira, 30, que é preciso resolver os problemas internos da família Bolsonaro para o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) possa vencer o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.
Questionado sobre o racha na família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Valdemar afirma que já marcou um encontro com Flávio para tratar do assunto.
"Eles têm problema na família, lógico, mas vamos ter que resolver todos porque essa eleição vai ser decidida por muito pouco. Se nós não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta mais para o Brasil. Nós temos que ganhar as eleições", disse o presidente do PL em evento do grupo Lide, em São Paulo.
Existe um racha entre os filhos de Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), principalmente após a decisão do ex-presidente de lançar o filho mais velho como o candidato do partido. Embora membros do PL negassem o clima ruim, nas redes sociais, Michelle e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro trocaram indiretas de forma pública, expondo as divergências na família.
Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde o início do ano passado, chegou a dizer que Michelle deveria respeitar a "hierarquia" do partido, e que as decisões não tinham que ter o aval da madrasta. "Um partido é uma hierarquia. Tem que ter general, coronel, a tropa ali embaixo", afirmou Eduardo em entrevista ao UOL neste mês.
O presidente do PL, em entrevista a jornalistas durante o evento, defendeu uma mulher para ser vice de Flávio. Valdemar voltou a dizer que gostaria que a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) ocupasse a vaga na chapa, mas que acredita que a parlamentar não aceitaria o convite.
"A Tereza Cristina falou para mim, na semana passada, que não pretende ser vice, que tem um projeto para o Senado. Ela vai ajudar bastante a gente no plano de governo, vai ajudar bastante, mas ela não será candidata à vice, eu tenho certeza, ela não quer", disse.
Questionado sobre a possibilidade de lançar a própria Michelle na chapa, Valdemar afirma que seria "muito difícil", e que é preciso "abrir para outros partidos".


