O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu nesta terça-feira, 22, cooperação do Brasil com órgãos de segurança dos Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas, mas afirmou que o País não pode abrir mão de sua soberania. A declaração foi dada durante sabatina da Veja.
"Nós precisaremos de cooperação, sem dúvida nenhuma, com o DEA, com o departamento que cuida do tráfico de drogas dos Estados Unidos, que é uma polícia federal, e também com o FBI, mas jamais abrir mão da nossa soberania. Reitero, jamais abrir mão", afirmou.
Cury associou o "desespero" de Trump com os tarifaços ao elevado endividamento dos Estados Unidos, que, segundo ele, equivale a cerca de 122% do PIB e já supera US$ 40 trilhões.
"E, além disso, nós temos que entender que o desespero de Trump nesses tarifaços esconde que a nação americana está super endividada, eles devem cerca de 122% do PIB, já está ultrapassando 40 trilhões de dólares", afirmou.
"Por detrás do desespero de Trump, está a tentativa de equalizar os gastos assustadores, dramáticos que eles fazem, acima do que arrecadam", completou em outro momento.
Segundo o candidato, o Brasil não deve aceitar uma relação de subserviência com os Estados Unidos. Cury voltou a defender que o fortalecimento do agronegócio seria uma das formas de ampliar o peso do País nas negociações internacionais.
"Então, não teremos uma relação subserviente", afirmou. "O agro precisa passar de 350 para 700 milhões de toneladas nos próximos 10 anos para alimentar cerca de 2 bilhões de seres humanos, a 2 bilhões e meio. Aí nós vamos sentar de igual para igual com o líder da China, o líder dos Estados Unidos."
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