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Wildberries, conhecida como “Amazon da Rússia”, diz que drones ucranianos atacaram mais três de seus armazéns

Reuters
Wildberries, conhecida como “Amazon da Rússia”, diz que drones ucranianos atacaram mais três de seus armazéns
Wildberries, conhecida como “Amazon da Rússia”, diz que drones ucranianos atacaram mais três de seus armazéns

Por Andrew Osborn

MOSCOU, 24 Jul (Reuters) - A gigante russa do comércio eletrônico Wildberries, considerada a versão moscovita da Amazon, informou nesta sexta-feira que mais três de seus armazéns foram atacados pela Ucrânia durante a madrugada, como parte de uma campanha cada vez mais ampla de Kiev para prejudicar a economia e as cadeias logísticas da Rússia.

Um vídeo da Reuters gravado no local dos ataques em São Petersburgo e arredores mostrou duas gigantescas nuvens de fumaça densa subindo em direção ao céu.

Tatyana Kim, fundadora da Wildberries e a mulher mais rica da Rússia, disse que os últimos ataques tiveram como alvo armazéns em São Petersburgo, na região vizinha de Leningrado e em Simferopol, a principal cidade da Crimeia controlada pela Rússia.

“Conseguimos salvar algumas das instalações e mercadorias. Gostaria de agradecer à nossa equipe, nossos heróis – uma retirada rápida foi realizada em todos os armazéns”, disse Kim em comunicado. “De acordo com relatórios preliminares, não houve vítimas.”

“Todos os nossos esforços estão agora voltados para a redistribuição de mercadorias entre nossos armazéns, a fim de garantir uma rotação de estoque mais eficiente e a estabilidade econômica de nossos parceiros”, disse ela.

A Wildberries, cuja divisão bancária teve sanções impostas pela União Europeia nesta semana devido à sua contribuição financeira para o orçamento russo, desempenha um papel central na economia de consumo da Rússia. O fato de ter sido alvo da Ucrânia parece fazer parte das tentativas de Kiev de garantir que os russos comuns sintam o impacto da guerra que assola o território ucraniano há mais de quatro anos.

VENDEDORES ENFRENTAM PERDAS GRAVES

A quarta onda de ataques contra as instalações da Wildberries desde o último fim de semana, ameaça causar graves prejuízos às empresas que vendem por meio da Wildberries e possíveis transtornos aos clientes que a utilizam para comprar roupas, eletrodomésticos, medicamentos, cosméticos e uma série de outros produtos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, descreveu os alvos como centros logísticos envolvidos no fornecimento de componentes para drones e outros equipamentos às forças russas. O Kremlin negou que a Wildberries lide com suprimentos militares. Kim acusou a Ucrânia de atacar pessoas comuns que estão apenas fazendo seu trabalho.

Oito armazéns da Wildberries, responsáveis por mais de 10% da capacidade logística da empresa, já foram atacados desde 18 de julho, quando o primeiro ataque à varejista matou oito trabalhadores.

Kim afirmou que a empresa está trabalhando sem parar para tentar manter a qualidade de seus serviços.

Dois pedidos feitos na Wildberries desde o fim de semana por repórteres da Reuters foram atendidos total ou quase totalmente dentro do prazo. Outros dois pedidos ainda estavam sendo processados. Em condições normais, a Wildberries consegue processar mais de 20 milhões de pedidos por dia.

Juntamente com rivais menores, a Wildberries e sua principal concorrente, a Ozon, vendem bens e serviços no valor equivalente a 8,5% do produto interno bruto da Rússia e empregam 4 milhões de pessoas, ou mais de 5% da força de trabalho do país.

A própria Rússia tem como alvo os centros logísticos da Ucrânia, bem como seu sistema energético e sua rede elétrica.

(Reportagem da Reuters)

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