BUDAPESTE, 30 Out (Reuters) - Acorrentado, mergulhado de cabeça para baixo em um tanque cheio de água e beirando a morte, Harry Houdini volta aos palcos em Budapeste nesta sexta-feira, em uma nova produção circense que homenageia o lendário mestre da fuga um século após sua morte.
O Circo de Budapeste estreou um espetáculo inspirado nas façanhas mais famosas de Houdini, recriando algumas das ousadas fugas que deixaram o público pasmo e ajudaram a transformá-lo em uma das primeiras superestrelas do entretenimento mundial.
Nascido Erik Weisz em uma família judia húngara em 1874, Houdini emigrou para os Estados Unidos, onde se tornou famoso por desafiar fechaduras, correntes e armadilhas aparentemente impossíveis.
A produção de Budapeste não é um relato biográfico de sua vida, mas sim “uma jornada pelas fronteiras entre a vida e a morte, a lembrança e o desapego, e a própria natureza do tempo”, afirma o site do Circo.
O espetáculo imagina Houdini suspenso entre a vida e a morte, com sua esposa implorando a Perséfone, a rainha do submundo na mitologia grega, por seu retorno.
“Quem faz números de fuga está sempre brincando com a morte”, disse o diretor do espetáculo, Laszlo Magacs, à Reuters. “Ele está sempre indo para o outro lado.”
O espetáculo combina teatro, dança e acrobacia, incluindo uma recriação da famosa fuga na água de Houdini em 1912, na qual ele foi baixado de cabeça para baixo dentro de um tanque com os pés presos em uma trava de madeira.
“Acho que Houdini foi o primeiro influenciador do mundo”, disse Magacs. “Ele era simplesmente um gênio na maneira como vendia seus números, como se promovia.”
(Reportagem de Krisztina Fenyo)
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