Por Fernando Kallas
BASKING RIDGE, NOVA JERSEY, 26 Jun (Reuters) - O ponta brasileiro Rayan já fez história na Copa do Mundo com os pés, mas nesta sexta-feira o jogador de 19 anos descobriu que o futebol das grandes competições também envolve lição de casa, especialmente quando o seu próximo adversário é o Japão.
A seleção pentacampeã enfrenta a equipe asiática nos 16 avos de final, em Houston, na próxima segunda-feira, para continuar em busca do sexto título da Copa do Mundo após terminar em primeiro lugar no Grupo C com uma vitória por 3 x 0 sobre a Escócia em Miami.
Os países já se enfrentaram uma vez em Copas do Mundo, em 2006, quando o Brasil venceu o Japão, comandado por Zico, por 4 x 1.
Mais recentemente, o Japão enviou uma mensagem ao derrotar o Brasil por 3 x 2 em um amistoso disputado no último mês de outubro, após os sul-americanos abrirem 2 x 0 no placar.
“Sabemos que o Japão é uma seleção muito forte e estamos trabalhando duro para dar o nosso melhor e vencê-los”, disse Rayan em uma entrevista coletiva em Nova Jersey nesta sexta-feira.
Então veio uma pergunta de um jornalista da televisão pública japonesa: quem ele acha que é o melhor jogador do Japão?
Rayan foi honesto em sua resposta.
“Rapaz, não sei quem é o melhor jogador deles”, disse, com um sorriso envergonhado. “Eu teria que assistir ao vídeo para poder te dizer.”
Essa análise de vídeo agora pode receber atenção redobrada e haverá tempo de sobra para isso antes de segunda-feira.
Rayan, que joga pelo Bournemouth, da Inglaterra, ganhou sua vaga no time titular depois que o atacante do Barcelona Raphinha sofreu uma lesão na coxa no primeiro tempo contra o Haiti.
O jovem impressionou e, em seguida, foi titular contra a Escócia, ajudando a criar o primeiro gol do Brasil.
Ele roubou a bola de um zagueiro escocês antes de dar o passe para Vinicius Jr. aos sete minutos, tornando-se o jogador mais jovem da seleção brasileira a dar uma assistência em uma partida de Copa do Mundo desde Pelé, em 1958.
Rayan também se tornou apenas o sexto jogador com menos de 20 anos a ser titular em uma partida de Copa do Mundo pelo Brasil e o primeiro desde Marco Antônio, em 1970.
“(O técnico Carlo) Ancelotti conversa muito conosco sobre nossas responsabilidades defensivas. Ele diz que a marcação começa pelos atacantes”, disse Rayan. “Mesmo quando estamos cansados, é nossa responsabilidade pressionar."
"Acho que melhorei muito na defesa. É preciso defender primeiro e depois jogar. Sabemos que qualquer erro agora pode ser decisivo... O Japão é uma seleção muito forte. Isso nos faz nos preparar ainda mais minuciosamente para uma partida difícil e dar o nosso melhor.”
(Reportagem de Fernando Kallas)



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