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Presidente da Fifa acusa críticos da Copa do Mundo de espalhar ódio

Reuters
Presidente da Fifa acusa críticos da Copa do Mundo de espalhar ódio
Presidente da Fifa acusa críticos da Copa do Mundo de espalhar ódio

27 Jul (Reuters) - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, rebateu as críticas à Copa do Mundo deste ano, acusando os críticos de espalhar ódio e narrativas falsas, ao mesmo tempo em que defendeu o torneio como um sucesso que celebrou a união, a segurança e a inclusão.

Em uma carta aberta publicada nesta segunda-feira, Infantino, de 56 anos, afirmou que os detratores ignoraram a alegria e o espírito de união vividos por milhões de torcedores ao redor do mundo que assistiram ao torneio, vencido pela Espanha e realizado nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

“Vocês estavam tão consumidos pelo ódio e pelas críticas que perderam tudo isso”, disse ele.

“Àqueles que, por trás de suas canetas e papéis, por trás de suas telas, espalham ódio e boatos falsos, quero dizer que, enquanto vocês ficam sentados lá atrás, nós da Fifa estamos na linha de frente organizando, trabalhando duro e oferecendo o melhor espetáculo do mundo."

“Não tivemos violência, nem incidentes, 100% de segurança e proteção, apenas alegria e felicidade!”

A Fifa enfrentou críticas sobre várias questões durante o torneio, incluindo o debate sobre as restrições de visto dos EUA que afetaram torcedores e dirigentes de vários países e preocupações envolvendo seleções de regiões atingidas por conflitos.

A carta de Infantino também veio após questionamentos sobre a forma como a Fifa lidou com o caso disciplinar de Folarin Balogun — a decisão de suspender a punição automática de um jogo imposta a ele após o cartão vermelho recebido contra a Bósnia e Herzegovina, na sequência da intervenção do presidente dos EUA, Donald Trump.

As decisões da arbitragem na partida da Argentina contra o Egito também geraram amplo debate entre torcedores e comentaristas.

Embora Infantino não tenha se referido a casos específicos, ele argumentou que muitas das decisões arbitrais e disciplinares criticadas durante o torneio eram comuns em várias competições em todo o mundo.

“Cartões vermelhos ou amarelos potencialmente equivocados, ou decisões subsequentes de não suspender jogadores em determinadas situações, são rotineiros e amplamente aceitos em algumas das maiores ligas do mundo”, acrescentou.

“É curioso que os mesmos países que adotam essas práticas sejam os que estão criticando.”

Infantino destacou a participação de países que enfrentam tensões políticas, crises internas e desafios de saúde no próprio território como prova da capacidade do futebol de transcender divisões.

Enquanto a participação do Irã ocorreu em meio a um conflito com os EUA, questões relacionadas à crise interna do Haiti e ao surto de Ebola na República Democrática do Congo também chamaram a atenção para as restrições de visto e de viagem.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos EUA, apesar de ter um visto válido.

“O Irã entrou nos EUA sem incidentes ou conflitos. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol tem a ver com paz. Não tem a ver com política”, disse ele.

“Países que enfrentam graves problemas de saúde ou outros desafios receberam vistos."

"Quando o futebol levou o Haiti ao mundo, um país que muitos não podem ou optam por não visitar, talvez seja hora de deixar de lado suas canetas e teclados e demonstrar algum respeito pelas seleções que jogaram.”

(Reportagem de Suramya Kaushik, em Bengaluru)

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