O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, apareceu em vídeo caminhando diante de fileiras de sacos com corpos para comemorar o resultado de uma operação militar contra grupos armados no país. A ação, realizada na região de Miraflores, no departamento de Guaviare, teve como alvo uma frente ligada às dissidências das Farc e terminou com 23 mortos, seis capturados e a apreensão de 28 fuzis, metralhadoras, pistolas e explosivos, segundo o governo colombiano. Entre os mortos estaria o comandante da frente, conhecido pelos apelidos de Tigre e Pintado.
Na gravação, o presidente classificou a ofensiva como o golpe mais duro aplicado pelas forças de segurança colombianas em mais de uma década e enviou um recado aos grupos armados que ainda atuam no país, afirmando que a alternativa agora é a rendição total ou a morte em combate. Dias antes, ele havia encerrado três processos de diálogo de paz em andamento, sinalizando a troca da via negociada pela solução militar.
A divulgação das imagens gerou repercussão internacional e também críticas dentro da Colômbia. Analistas lembram que a exibição de cadáveres é um tema sensível no país por causa dos chamados falsos positivos, casos documentados em que civis foram mortos e apresentados como guerrilheiros. Quando o vídeo veio a público, as identidades dos mortos ainda não haviam sido confirmadas oficialmente. Os alvos da operação são grupos armados colombianos, sem relação com facções criminosas brasileiras.



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