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Má condução da questão de Taiwan pode levar a conflito, mas EUA nos compreendem, diz Wang Yi

Estadão

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta sexta-feira, 15, que os Estados Unidos demonstraram compreender as preocupações de Pequim sobre Taiwan e que "não reconhecem nem aceitam" uma eventual independência da ilha, após reunião entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente americano, Donald Trump, em Pequim.

Segundo Wang, Taiwan foi um dos principais temas discutidos durante o encontro entre os dois líderes. O chanceler reiterou que a questão é "o tema mais importante nas relações China-EUA" e alertou que uma condução inadequada pode levar os dois países a "colisão ou até conflito".

"A manutenção da paz e estabilidade no Estreito de Taiwan é o maior denominador comum entre as duas partes", afirmou Wang. Segundo ele, Pequim deixou claro que esse objetivo depende da oposição à independência taiwanesa. "Sentimos, durante a reunião, que os EUA entendem a posição chinesa e valorizam as preocupações da China", disse.

O ministro também reiterou a defesa chinesa do princípio de "Uma Só China" e cobrou que Washington respeite os três comunicados conjuntos assinados pelos dois países.

Além de Taiwan, Xi e Trump discutiram temas relacionados ao Oriente Médio e à guerra na Ucrânia. Segundo Wang, o presidente chinês afirmou que "a força não resolve problemas" e defendeu a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, inclusive sobre a questão nuclear.

Pequim também pediu a reabertura do Estreito de Ormuz "o mais rápido possível" após a manutenção do cessar-fogo na região, embora tenha afirmado que a solução definitiva depende de um cessar-fogo permanente e abrangente.

Sobre a guerra na Ucrânia, Wang afirmou que China e EUA concordam que o conflito deve terminar o quanto antes e sinalizou disposição dos dois países para continuar mantendo comunicação sobre uma solução política para a crise.

"O diálogo é o caminho correto", afirmou o chanceler chinês ao resumir a posição de Pequim sobre os conflitos internacionais discutidos na reunião.

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