O líder da oposição de Israel, Yair Lapid, criticou nesta segunda-feira (25) o acordo em discussão entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, afirmando que os termos negociados por Washington são "ruins para Israel, ruins para a região e ruins para os cidadãos iranianos". Em entrevista a jornalistas em Jerusalém, Lapid também acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de fracassar na tentativa de influenciar o governo Donald Trump nas negociações com Teerã.
Segundo autoridades regionais, a proposta em discussão prevê que o Irã entregue seu estoque de urânio altamente enriquecido e reabra o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio dos portos iranianos pelos EUA e da suspensão de sanções. Questões centrais do programa nuclear iraniano seriam negociadas posteriormente, em um prazo de 60 dias. Ainda não está claro se o acordo incluirá limitações ao programa de mísseis balísticos do Irã ou ao apoio de Teerã a grupos armados na região.
Lapid afirmou que o acordo não atende aos objetivos anunciados por Israel e pelos EUA no início da guerra, em 28 de fevereiro, quando ambos os países prometeram destruir o programa de mísseis balísticos iraniano, impedir o avanço nuclear de Teerã e enfraquecer sua rede de grupos aliados no Oriente Médio.
O oposicionista disse ainda que o governo israelense vive "o ponto mais baixo de sua capacidade de influenciar decisões em Washington". A crítica ocorre após a Reuters informar, citando duas fontes, que Netanyahu admitiu em conversas privadas que Israel tem pouca capacidade de influenciar as decisões de Trump sobre o Irã, enquanto os EUA negociam um acordo para encerrar o conflito, que já se aproxima de três meses.
*Com informações da Associated Press




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