O governo do Iraque condenou nesta quarta-feira (29) os ataques dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra instalações das Forças de Mobilização Popular, conhecidas como Hashd al-Shaabi, classificando a ofensiva como uma "agressão inaceitável" e uma "flagrante violação" da soberania e da integridade territorial do país. Em comunicado publicado no X, o governo iraquiano afirmou que o bombardeio atingiu instituições oficiais de segurança, provocando mortes e feridos, e violou a Carta das Nações Unidas e o direito internacional.
Bagdá reiterou ainda que rejeita o uso do território iraquiano como base para ataques contra países vizinhos ou para disputas regionais e pediu que todas as partes respeitem a soberania do Iraque e privilegiem o diálogo para evitar uma nova escalada das tensões.
Também nesta quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou "nos termos mais enérgicos" os ataques dos EUA e da Arábia Saudita, afirmando que eles representam "uma agressão flagrante contra a soberania nacional e a integridade territorial do Iraque". Teerã acusou Washington e seus aliados de ampliarem o conflito no Oriente Médio, responsabilizando os Estados Unidos e parceiros regionais pelas "perigosas consequências" das ações. O governo iraniano também manifestou solidariedade ao povo e ao governo iraquianos e lamentou as mortes provocadas pelos bombardeios.
Israel
Em outra frente, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) acusaram o Hezbollah de promover uma "violação flagrante" do cessar-fogo no Líbano ao lançar, durante a madrugada, um drone explosivo contra um veículo de engenharia militar israelense na região de Ali al-Taher, dentro da chamada zona de segurança libanesa. Segundo os militares israelenses, não houve feridos, e as tropas permanecerão na área para impedir novos ataques do grupo.




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