O Irã lançou uma série de mísseis balísticos em direção ao território israelense, marcando o primeiro ataque direto de Teerã contra o país desde o estabelecimento do cessar-fogo firmado em abril. A ofensiva militar desestabilizou a trégua na região e colocou as forças de defesa em alerta máximo, com sirenes de emergência soando em diversas cidades do norte de Israel.
O bombardeio foi uma retaliação imediata à quebra do cessar-fogo por parte de Israel, que horas antes realizou um ataque aéreo contra um prédio residencial nos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano. A operação israelense, que tinha como alvo um quartel-general do grupo xiita Hezbollah, deixou dois mortos e 20 feridos. Em paralelo às ações iranianas, o próprio Hezbollah confirmou um ataque com drones contra posições militares israelenses na região de Dovev, justificando o ato como uma resposta às investidas que atingiram aldeias no sul do Líbano.
Embora o sistema de defesa aérea de Israel tenha interceptado os projéteis iranianos sem registros de danos ou feridos, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu uma resposta formal à ação. O cenário diplomático e militar foi severamente agravado após Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento e principal negociador do Irã, declarar que o bloqueio naval e as violações israelenses provam que o diálogo foi esgotado. Em tom de ameaça, as autoridades de Teerã afirmaram que as 19 bases militares dos Estados Unidos espalhadas pelo Oriente Médio voltaram a ser consideradas "alvos legítimos".



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