Por Alan Baldwin
SILVERSTONE, INGLATERRA, 5 Jul (Reuters) - Christian Horner voltou ao paddock da Fórmula 1 neste domingo pela primeira vez desde que foi demitido do cargo de chefe da equipe Red Bull há um ano e afirmou que um retorno definitivo depende de ele poder voltar a vencer.
O britânico, que foi substituído pelo francês Laurent Mekies em 9 de julho do ano passado, foi convidado a voltar ao Grande Prêmio da Inglaterra pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e pelo diretor executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali.
Horner, de 52 anos, comandou a Red Bull por 20 anos, período em que a equipe conquistou oito campeonatos mundiais de pilotos — quatro com Sebastian Vettel e quatro com Max Verstappen — e seis títulos de construtores.
Ele também foi manchete em 2024 depois que uma funcionária o acusou de comportamento inadequado, acusação da qual foi inocentado após uma investigação.
Casado com a cantora das Spice Girls Geri Halliwell, Horner também foi destaque na série documental da Netflix “Drive to Survive”, na qual mantinha uma rivalidade acirrada com o chefe da Mercedes, Toto Wolff.
Horner, que parecia relaxado ao conversar brevemente com repórteres na área de hospitalidade da FIA em Silverstone, disse ao jornal The Times, em sua primeira entrevista desde sua saída, que não guarda rancor de ninguém.
Ele disse que o período que o impedia de trabalhar para qualquer outra equipe expirou e que agora ele é um agente livre.
“Não tenho interesse em ser apenas um número na engrenagem de uma máquina; já demonstrei amplamente do que sou capaz, e se eu voltar, será apenas para um cargo em que tenha autonomia para promover mudanças, fazer a diferença e vencer”, disse Horner.
“Sei que ficaria muito frustrado muito rapidamente se fizesse qualquer outra coisa. Se não é possível fazer isso para vencer, por que se dar ao trabalho?”
Horner tem sido associado em especulações da mídia a várias equipes, notadamente a Alpine, de propriedade da Renault, e a Aston Martin, e ele disse que é inevitável que conversas aconteçam, mas não sente que precisava voltar.
“Senti um pouco de saudade da competição, mas não senti saudade da política e de toda essa parte de besteiras”, acrescentou.
“Eu só voltaria pela razão certa, porque, no fim das contas, quero vencer e quero estar com vencedores. Não faz sentido voltar apenas por causa de um emprego.”
(Reportagem de Alan Baldwin)



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