Por Heather Schlitz
CHICAGO, 5 Mar (Reuters) - Os contratos futuros dos grãos negociados em Chicago fecharam em alta nesta quinta-feira, apoiados pelo aumento dos preços do petróleo, já que o conflito no Oriente Médio continuou a prejudicar a oferta, disseram operadores e analistas.
No entanto, a ampla oferta de safras globais e a força do dólar continuaram a limitar os preços dos grãos.
A soja subiu 9,75 centavos, encerrando a US$11,7926 por bushel. Todos os contratos do óleo de soja registraram máximas históricas na quinta-feira.
O trigo ficou 15,50 centavos mais alto, a US$5,8375 por bushel, e o milho fechou com ganho de 9,75 centavos, a US$4,535 por bushel.
Os preços em Chicago caíram na quarta-feira, já que as esperanças dos investidores quanto a um curto conflito no Oriente Médio estabilizaram os preços do petróleo e elevaram os mercados acionários.
Mas o petróleo subiu acentuadamente na quinta-feira, já que o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz continuou a interromper o fornecimento do Oriente Médio e levou algumas refinarias em outras partes do mundo a cortar a produção. [O/R]
Os mercados de grãos podem reagir aos movimentos do petróleo, em parte porque o biocombustível absorve grandes quantidades de soja e milho como matérias-primas.
Uma alta paralela do dólar, que atraiu a demanda de investidores por portos seguros durante o conflito com o Irã, estava atuando como um freio para os grãos dos EUA.
O nervosismo em relação à guerra do Irã ajudou a levar os grãos e a soja a atingir máximas de vários meses no início da semana, mas os fundamentos da oferta e da demanda continuaram a ser um limitador.
O Brasil está colhendo o que é amplamente esperado como uma safra recorde de soja, o que poderia afetar a demanda chinesa por soja dos EUA.

