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Fontes afirmam que secretário da Marinha dos EUA foi demitido

Reuters
Fontes afirmam que secretário da Marinha dos EUA foi demitido
Fontes afirmam que secretário da Marinha dos EUA foi demitido

Por Phil Stewart

WASHINGTON, 22 Abr (Reuters) - O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, foi demitido, disseram uma autoridade dos EUA e uma pessoa familiarizada com o assunto nesta quarta-feira, em outra reestruturação do Pentágono em tempos de guerra, apenas algumas semanas após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, destituir o principal general do Exército.

O Pentágono anunciou a saída de Phelan em uma breve declaração, dizendo que ele deixa a administração "com efeito imediato" sem fornecer o motivo e sem especificar se a decisão de sair partiu do secretário.

A Reuters foi a primeira a reportar a demissão.

As fontes disseram sob condição de anonimato que Phelan foi demitido, em parte, porque estaria sendo muito lento na implementação de reformas para acelerar a construção de navios e porque havia se desentendido com os principais líderes do Pentágono.

Uma fonte citou relacionamentos ruins com Hegseth, com o vice de Hegseth, Steve Feinberg, e com o segundo civil da Marinha, Hung Cao, que, segundo o Pentágono, assumirá interinamente o cargo de secretário da Marinha.

A fonte também citou uma investigação ética no escritório de Phelan.

Bilionário visto como detentor de laços estreitos com o presidente Donald Trump, Phelan é o primeiro secretário de serviço escolhido pelo governo a ser demitido desde o retorno do republicano ao cargo, no ano passado.

A saída do secretário se enquadra em um contexto mais amplo de turbulência em todos os níveis de liderança no Pentágono e ocorre em meio a um tenso cessar-fogo com o Irã, enquanto os EUA enviam mais recursos navais para o Oriente Médio.

O Exército dos EUA conta com recursos navais para manter o bloqueio ao Irã, estratégia utilizada por Trump na tentativa de pressionar Teerã a negociar o fim do conflito em seus termos.

A Marinha enfrenta intensa pressão para expandir sua frota. A indústria naval da China supera em muito a dos EUA, outrora uma potência global.

(Reportagem de Phil Stewart; reportagens adicionais de Steve Holland e Jasper Ward)

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