Por Gabriel Araujo
RIO DE JANEIRO, 7 Jun (Reuters) - A fabricante brasileira de aviões Embraer espera eventualmente levar seus jatos E2 para a China, onde vê um papel para a aeronave entre os modelos desenvolvidos internamente no país, disse um executivo sênior à Reuters neste domingo.
"Temos uma equipe dedicada em Pequim, que trabalha diariamente na China", disse o presidente-executivo da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, ao participar de um encontro global dos principais executivos de companhias aéreas no Rio de Janeiro.
"Acreditamos que a família E2 é o complemento ideal para os produtos nativos da China", acrescentou.
Meijer disse que os jatos E190-E2 e E195-E2 se encaixariam entre o C909 menor da China e o C919 maior, oferecendo às companhias aéreas flexibilidade para conectar cidades em todo o país.
A Embraer está em discussões com clientes potenciais, disse o executivo, observando que a família E2 foi certificada pelas autoridades locais.
A empresa brasileira tem se esforçado para encontrar novos negócios na China desde o fechamento, em 2016, de uma joint venture de jatos executivos em Harbin.
Em 2023, a Embraer anunciou um acordo para converter jatos de passageiros em cargueiros em Lanzhou, decepcionando alguns no setor que esperavam um acordo de vendas para uma companhia aérea.
"A China tem seus próprios desafios. Portanto, estamos discutindo. Acreditamos que encontraremos um momento para levar o E2 para a China, mas teremos que dar um tempo. Ainda não chegamos lá", disse Meijer.
Em separado, Meijer disse que a Embraer ainda não estava pronta para desenvolver uma aeronave maior, apesar do crescente interesse dos clientes.
A empresa continua focada em seu segmento principal de jatos com capacidade para até cerca de 150 passageiros, disse ele, onde compete com a família A220 da Airbus , mas fica abaixo das famílias A320 e 737 mais vendidas da Airbus e da Boeing .
"Nossos clientes estão pedindo uma aeronave maior, não é segredo para ninguém. Mas essa é uma decisão muito importante para uma empresa como a Embraer. Nós não estamos lá. Atualmente, estamos muito satisfeitos com o segmento de até 150 assentos", disse Meijer.
(Reportagem de Gabriel Araujo no Rio de Janeiro)




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