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Cacau atinge máxima de 5 meses em Londres; café também sobe

Reuters
Cacau atinge máxima de 5 meses em Londres; café também sobe
Cacau atinge máxima de 5 meses em Londres; café também sobe

NOVA YORK, 24 Jun (Reuters) - Os contratos futuros de cacau negociados na bolsa ICE de Londres atingiram nesta quarta-feira uma máxima de cinco meses, impulsionados por preocupações de que as condições climáticas do El Niño possam reduzir a produção na África Ocidental durante a próxima safra de 2026/27, enquanto o café arábica atingiu a máxima de quase seis semanas.

CACAU

* Os futuros do cacau em Londres fecharam com alta de £252, ou 7,2%, a £3.753 por tonelada métrica, após atingirem uma máxima de cinco meses de £3.793 no início do pregão.

* Operadores afirmaram que a recente alta foi impulsionada por indícios de que as safras principais de 2026/27 na África Ocidental podem ser significativamente menores, com as condições climáticas do El Niño aumentando as preocupações sobre as perspectivas da safra.

* A Costa do Marfim, maior produtora mundial de cacau, suspendeu temporariamente as vendas de contratos de exportação para sua safra principal de cacau de 2026/27, enquanto aguarda uma estimativa mais clara da próxima colheita, informaram duas fontes do órgão regulador do setor de cacau no início desta semana.

* O contrato de futuros de cacau de Nova York subiu 7,1%, para US$4.973 por tonelada. Anteriormente, havia atingido uma máxima de cinco meses, de US$5.040.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto ficou praticamente inalterado em 13,42 centavos por libra-peso, oscilando um pouco acima da mínima de dois meses de 13,26 centavos, registrada no início desta semana.

* Os corretores afirmaram que os preços mais baixos da energia continuaram a pesar sobre o mercado de açúcar, aumentando a possibilidade de que mais cana seja utilizada para produzir o adoçante, em vez do etanol como biocombustível.

* Eles observaram, no entanto, que o clima quente e seco na Europa pode estar prejudicando a beterraba sacarina, enquanto as chuvas de monção abaixo do normal na Índia também poderiam reduzir a produção no maior consumidor mundial.

* O governo brasileiro adiou mais uma vez a decisão sobre o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.

* O preço do açúcar branco subiu 0,8%, para US$444,80 a tonelada.

CAFÉ

* O café arábica fechou com alta de 1,25 centavo, ou 0,5%, a US$2,772 por libra-peso. Anteriormente, atingiu a máxima de quase seis semanas, de US$2,8480 por libra-peso.

* Os corretores afirmaram que as chuvas recentes no Brasil causaram alguns problemas de qualidade e retardaram o andamento da colheita.

* A Cooxupé, maior cooperativa cafeeira do Brasil, informou na quarta-feira que seus produtores haviam colhido 20,1% da safra de 2026 até 19 de junho, em comparação com 24,3% no ano anterior, já que as chuvas retardaram o trabalho no campo.

* A corretora Sucafina afirmou em uma nota que os preços no mercado físico continuam firmes, com os diferenciais colombianos negociados acima de 60 centavos por libra-peso.

* "O descompasso entre os preços físicos dos arábicas lavados de alta qualidade e o mercado de futuros sugere que os futuros podem ter caído rápido demais, forçando os produtores a reterem a oferta e levando compradores desesperados a pagar mais caro", afirmou a empresa.

* O café robusta subiu 1,4%, para US$3.605 a tonelada.

(Reportagem de Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)

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