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Brent fecha no menor patamar desde antes do início da guerra no Irã

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Brent fecha no menor patamar desde antes do início da guerra no Irã
Brent fecha no menor patamar desde antes do início da guerra no Irã

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON, 24 Jun (Reuters) - O preço de referência do petróleo mundial caiu mais de US$3 nesta quarta-feira, fechando em seu nível mais baixo desde antes do início da guerra no Irã, à medida que as preocupações com a oferta diminuíram com a saída de mais petroleiros retidos do Estreito de Ormuz.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com queda de US$3,34, ou 4,3%, a US$73,74 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fechou com queda de US$2,87, ou 3,9%, a US$70,34 o barril.

O Brent atingiu uma mínima de US$73,12, seu nível mais baixo desde 27 de fevereiro, um dia antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, enquanto os futuros do petróleo dos EUA caíram abaixo de US$70 por barril pela primeira vez desde 2 de março.

O fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz é semelhante ao registrado antes do início da guerra no Irã, já que os petroleiros saem dessa importante via navegável com a ajuda de escoltas militares, afirmou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright.

Cerca de 20 milhões de barris de petróleo saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, disse Wright durante discurso no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, acrescentando que o retorno à navegação normal foi adiado devido às minas iranianas no estreito.

O Irã não terá mais a capacidade de bloquear o estreito daqui para frente, disse Wright, acrescentando que os EUA garantirão o fluxo de petróleo mesmo sem um acordo com Teerã.

Três petroleiros retidos, transportando 5 milhões de barris de petróleo, estavam saindo do estreito nesta quarta-feira, com dois deles rumo à Ásia, segundo dados de navegação, à medida que o acordo provisório entre o Irã e os EUA libera mais suprimentos retidos no Golfo.

(Reportagem de Arathy Somasekhar em Houston, Anushree Mukherjee em Bengaluru, Yuka Obayashi em Tóquio e Jeslyn Lerh em Cingapura)

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