Os Estados Unidos e Israel realizaram, neste sábado (28), ataques coordenados contra o Irã. Segundo o presidente americano, Donald Trump, a ofensiva tem como objetivo “defender o povo americano” de ameaças do governo iraniano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã não deve ter permissão para desenvolver armas nucleares e que a ação visa criar condições para que o povo iraniano construa um país “livre e pacífico”.
A reação internacional foi imediata. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou os ataques como “extremamente preocupantes” e pediu moderação, proteção a civis e respeito ao direito internacional. Já o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou a política americana, questionando a seriedade das negociações com Teerã e comparando a história do Irã com a curta existência dos Estados Unidos.
No Oriente Médio, a situação também provocou alertas. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, pediu prudência ao país e criticou aventuras militares que ameaçam sua segurança, em referência indireta ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. A organização internacional OTAN afirmou acompanhar de perto os desdobramentos, enquanto o Japão e a Austrália anunciaram medidas de proteção para seus cidadãos e recomendaram cautela nas viagens à região.
O Irã também reagiu. De acordo com informações de fontes locais, o país lançou mísseis contra bases norte-americanas no Oriente Médio, incluindo instalações no Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar. O príncipe herdeiro Reza Pahlavi publicou em redes sociais que a intervenção americana marca um “momento de ajuda humanitária” e que o povo iraniano está próximo de retomar suas ruas, em uma mensagem contrária ao regime atual.
Analistas destacam que os ataques ampliam a tensão já existente na região e podem provocar nova escalada militar. Autoridades de países como Bélgica e Indonésia pediram contenção e priorização do diálogo, enquanto Washington e Tel Aviv reforçam que a ofensiva visa impedir o desenvolvimento nuclear do Irã e neutralizar ameaças à segurança internacional. O futuro imediato depende do equilíbrio entre ação militar e diplomacia internacional.

