Em uma reviravolta diplomática em meio ao conflito, o presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos e o Irã podem voltar à mesa de conversas. Em entrevista à revista The Atlantic neste domingo (1º), o republicano afirmou que a nova liderança iraniana sinalizou o desejo de dialogar, proposta que ele aceitou prontamente. Para Trump, o movimento é tardio, argumentando que o regime "esperou demais" para oferecer termos práticos antes da atual escalada militar.
O cenário para essa possível negociação, no entanto, é de terra arrasada na estrutura política iraniana. O presidente americano revelou que boa parte dos interlocutores que lidavam com as tratativas anteriores foi eliminada nos recentes bombardeios. Ao descrever os ataques como um "grande golpe", Trump indicou que a interlocução agora será feita com novos nomes, em um momento em que ele acredita haver um forte movimento de mudança interna e apoio popular contra o regime em cidades como Teerã, Nova York e Los Angeles.
Enquanto as bombas continuam caindo e a situação é classificada por Trump como "muito perigosa", o governo de Omã corre contra o tempo para formalizar esse canal de comunicação. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, já teria manifestado ao mediador Badr Albusaidi a disposição de Teerã para "esforços sérios" de redução de danos. O objetivo imediato da mediação de Omã é costurar um cessar-fogo que permita a retomada do diálogo sem que novas baixas ocorram na cúpula diplomática.
