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Taxas dos DIs fecham estáveis em dia de recuo firme dos rendimentos dos Treasuries

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 23 Fev (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira muito próximas da estabilidade, em meio ao recuo do dólar ante o real e à queda firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, onde a questão tarifária dos EUA seguiu no foco.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,53%, ante o ajuste de 12,546% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,395%, ante 13,381%.

No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que elevará de 10% para 15% uma tarifa temporária sobre as importações dos EUA de todos os países, o nível máximo permitido por lei. Na sexta-feira, ele havia anunciado uma nova alíquota de 10%, após a Suprema Corte do país derrubar seu programa tarifário anterior.

Na manhã desta segunda-feira, Trump voltou a criticar a Suprema Corte e disse que outras tarifas podem ser usadas de forma "muito mais poderosa e desagradável".

No campo geopolítico, também seguiam no radar as tensões entre EUA e Irã, que indicou estar disposto a fazer concessões em seu programa nuclear em troca do fim das sanções norte-americanas e do reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

No mercado de Treasuries, após o forte avanço dos rendimentos na sexta-feira, na esteira da decisão da Suprema Corte, as taxas cederam nesta segunda-feira, com investidores ajustando posições. Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 6 pontos-base, a 4,029%.

No mercado de câmbio, o dólar oscilou em baixa ante o real durante boa parte do dia, o que também trouxe um viés de baixa para a curva brasileira.

Às 12h42, a taxa do DI para janeiro de 2028 marcou a mínima de 12,5%, em queda de 5 pontos-base ante o ajuste anterior, em um momento em que o dólar também estava perto da menor cotação da sessão ante o real. No mesmo horário, o DI para janeiro de 2035 marcou a mínima de 13,365%, em queda de 2 pontos-base.

Durante a tarde, as taxas futuras se reaproximaram dos ajustes anteriores no Brasil.

No início do dia, o boletim Focus publicado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para a Selic no fim deste ano foi de 12,25% para 12,13%.Atualmente a taxa está em 15% ao ano e, para os economistas consultados no Focus, o ciclo de cortes começará em março, com redução de 50 pontos-base.

Na B3, as opções de Copom precificavam na quinta-feira -- dado mais recente -- 78,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 17,07% de chance de redução de 25 pontos-base e 1,90% de possibilidade de corte de 75 pontos-base.

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