A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de prisão preventiva contra o rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A solicitação de prisão havia sido protocolada pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, do Ministério Público de São Paulo, no âmbito de um processo em que o cantor responde por disparo de arma de fogo.
O pedido baseava-se em um incidente ocorrido em dezembro de 2024, quando o artista foi filmado atirando durante uma festa em Igaratá (SP), resultando em seu indiciamento por expor pessoas a risco. Ao fundamentar a negação do pedido, o magistrado destacou que Oruam já foi formalmente citado no processo por meio de seus advogados constituídos.
Segundo o juiz, a representação legal ativa comprova que o réu tem conhecimento da denúncia e está colaborando com o rito processual. O despacho conclui que, no atual momento, não existem elementos concretos que indiquem risco de fuga ou qualquer intenção por parte do músico de obstruir a marcha da Justiça paulista.
Embora tenha obtido uma decisão favorável em São Paulo, o cenário jurídico do rapper é crítico no Rio de Janeiro. Paralelamente ao caso de Igaratá, Oruam é considerado procurado pelas autoridades fluminenses após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar um habeas corpus, o que levou a Justiça do Rio a decretar sua prisão.
O cantor, que enfrenta uma audiência por tentativa de homicídio em solo carioca, também é alvo de buscas por descumprimento de medidas cautelares, ele desativou a tornozeleira eletrônica e segue foragido.



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