O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há, até o momento, evidências de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Segundo ele, os órgãos responsáveis pelo monitoramento do pleito não identificaram ameaças externas ao processo eleitoral.
Durante um balanço das eleições, Nunes Marques disse que não recebeu relatórios da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de outras equipes de segurança que apontem algum tipo de atuação internacional.
O ministro também avaliou que o primeiro turno ocorre dentro da normalidade. Até a tarde deste domingo, 1.121 urnas eletrônicas haviam sido substituídas em todo o país, o equivalente a 0,2% dos equipamentos utilizados na votação. De acordo com o TSE, nenhuma seção precisou recorrer à votação manual.
Outro ponto destacado pelo presidente da Corte foi o funcionamento do e-Título. Mais de 6 milhões de emissões do aplicativo foram registradas, além de 15 milhões de consultas aos locais de votação e mais de 3 milhões de justificativas.
Na área de segurança, 59 pessoas haviam sido conduzidas por suspeita de crimes eleitorais, sendo 25 presas em flagrante. As autoridades também apreenderam mais de R$ 380 mil em dinheiro durante o domingo.
Nunes Marques ainda afirmou que não houve, até aquele momento, registro de deepfake com candidatos à Presidência que tivesse alcançado grande repercussão ou pudesse provocar impacto relevante na disputa.
O ministro atribuiu o andamento regular do pleito ao trabalho de preparação realizado pela Justiça Eleitoral e destacou a atuação dos servidores e da ministra Cármen Lúcia, sua antecessora na presidência do TSE.
Aviso