A indústria de máquinas e equipamentos brasileira registrou, em junho, uma receita líquida total, incluindo vendas aos mercados interno e externo, da ordem de R$ 24,229 bilhões. Na comparação com maio, esse valor mostra um crescimento de 9%. Mas, na comparação com junho do ano passado, esse valor mostra uma queda de 10,7%.
Os dados, todos submetidos a ajustes sazonais, são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que contabilizou uma queda de 13,6% na receita quando comparado o acumulado de janeiro a junho deste ano com igual período do ano passado. Na análise do faturamento nos 12 meses encerrados em junho com igual período encerrado em junho de 2025, a Abimaq reporta retração de 6,4%.
O consumo aparente do setor - indicador que mede a demanda interna de um país por um determinado produto, somando a produção nacional com as importações e subtraindo as exportações - cresceu 10,1% na margem em junho. Recuou 7% na comparação de junho com idêntico mês no ano passado, despencou 13,8% no acumulado do ano até junho e ficou 8,1% abaixo do consumo aparente acumulado em 12 meses até o mês em análise, em relação ao mesmo período encerrado em junho de 2025.
O saldo da balança comercial do setor em junho fechou com um crescimento de 9,8% em relação ao mês imediatamente anterior, com alta de 14,3% sobre junho do ano passado, mas com quedas de 1,2% e 0,4% nos acumulados do ano e em 12 meses, respectivamente.
Esses saldos decorrem, pelo lado dos embarques, de avanços nas exportações de 4,5% na margem, de 3,4% na comparação de junho sobre igual mês em 2025, de 12,7% no acumulado do ano e de 12,8% em 12 meses até junho. Pelo lado das importações, a Abimaq registrou aumento de 7,7% em junho sobre maio, de 9,9% em junho sobre igual mês do ano passado, de 3,9% no acumulado do ano e de 5% no acumulado de 12 meses.
O número de empregados na indústria de máquinas e equipamentos em junho permaneceu praticamente o mesmo, com ligeira alta de 0,1%, para 416.587 trabalhadores.
Nuci
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria de máquinas e equipamentos brasileira encerrou o mês de junho em 78%, praticamente o mesmo patamar de um ano antes, segundo a Abimaq, entidade que congrega as empresas industriais do setor.
De acordo com a associação, embora relativamente elevado, esse nível ainda não tem sido suficiente para estimular novos investimentos em ampliação da capacidade produtiva.
A carteira de pedidos, por sua vez, aumentou para 9,7 semanas, 4,8% acima do nível de maio. O movimento foi impulsionado principalmente por atividades associadas à infraestrutura e à indústria de base, cujos projetos demandam mais tempo de maturação. Apesar da melhora mensal, a média do semestre permaneceu 1,8% abaixo da registrada em 2025.
No mercado de trabalho, houve alta marginal de 0,1% no emprego, com o setor atingindo 416,6 mil trabalhadores. A recuperação observada nos últimos dois meses, especialmente entre fabricantes voltados à indústria de transformação, à logística e à produção de componentes, sugere redução do ritmo de ajuste. Ainda assim, o setor emprega cerca de 3,8 mil trabalhadores a menos do que em junho de 2025, indicando que a estabilização ainda é gradual.



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