Neste 16 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Alimentação, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 1979 e celebrada em todo o mundo desde 1981. A escolha da data não é aleatória: marca o aniversário da própria FAO, fundada em 16 de outubro de 1945, logo depois da Segunda Guerra Mundial, com a missão de combater a fome e melhorar a nutrição ao redor do globo.
No Amazonas, a data chama atenção para um elo pouco visível da cadeia alimentar: a agricultura familiar que abastece programas de assistência social por meio de compras diretas do governo federal. Em 2024, por exemplo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu, em um armazém de Manaus, cerca de 30 das 47 toneladas de farinha de mandioca contratadas junto à Associação dos Produtores e Criadores da Costa do Tabocal, no valor de aproximadamente R$ 509 mil. A compra beneficiou 34 agricultores familiares da região metropolitana da capital.
A operação foi feita pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que usa recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para comprar diretamente de pequenos produtores, sem passar por intermediários, e direcionar o alimento a quem precisa. No caso da farinha de mandioca — item tradicional e essencial na mesa amazonense —, o mecanismo garante renda ao agricultor familiar e abastecimento a programas sociais, numa cadeia bem mais curta do que a das grandes redes de distribuição.
Episódios como esse mostram que, na Amazônia, a segurança alimentar não depende só de política de preços ou de grandes safras de exportação: passa também pela floresta, pelo rio e pelo trabalho de quem planta em pequena escala para alimentar a própria cidade.
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