Neste sábado, o Brasil celebra o Dia do Radialista, data instituída por lei federal em 2006 em homenagem aos profissionais do rádio. No Amazonas, a história da profissão está amarrada à economia da borracha: a primeira emissora do estado, a Voz de Manaós, entrou no ar em abril de 1927 — mais de uma década depois de a capital já contar com radiotelegrafia, usada desde 1910 apenas para comunicação, não para transmissão ao público.
A iniciativa partiu do governo de Efigênio Sales (1926-1930), que apresentou o rádio como ferramenta para combater o analfabetismo. Pesquisas sobre o período, no entanto, apontam outra função mais imediata: a emissora transmitia três noites por semana, às segundas, quartas e sextas, das 21h às 22h, e tinha entre suas principais utilidades informar aos seringalistas a cotação diária da borracha no mercado internacional.
A vida da Voz de Manaós foi curta. A crise econômica de 1929, que golpeou o preço da borracha no mercado mundial, cortou os recursos que sustentavam a emissora, e o rádio amazonense ficou silenciado por quase uma década.
O serviço só voltaria a ganhar força nas décadas seguintes, com o surgimento da Voz da Baricéa (1938), da Rádio Baré (1939), da Difusora (1948) e da Rio Mar (1954), até a chegada do FM ao Amazonas, em 1966, com a Rádio Tropical. Quase um século depois da primeira transmissão, o rádio permanece como um dos meios de comunicação mais presentes no dia a dia das famílias amazonenses, sobretudo nas áreas mais distantes dos grandes centros urbanos.
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