A velejadora e escritora Tamara Klink, de 29 anos, provocou repercussão nas redes sociais ao fazer um apelo pouco convencional: que os leitores parem de comprar seu livro mais recente, "Bom Dia, Inverno". Publicada pela Companhia das Letras, a obra figura entre as mais vendidas do país desde junho e lidera as listas nacionais há cerca de dois meses.
Em vídeo publicado em suas redes, a autora explicou que, diante do volume de exemplares já em circulação, seria incoerente estimular novas compras. A proposta é que quem já tem o livro empreste a familiares, amigos e colegas de trabalho, ou faça a doação para bibliotecas, de modo que a mesma edição alcance o maior número possível de leitores.
O argumento passa também pela questão ambiental. Segundo ela, cada exemplar consome papel e energia retirados da natureza, e um livro lido uma única vez desperdiça esse esforço. Para a escritora, o mais interessante é que qualquer objeto cumpra sua função pelo maior tempo possível, justificando os recursos gastos na produção.
Filha do navegador Amyr Klink, Tamara nasceu em São Paulo em 1997 e é formada em arquitetura naval na França. Ela se tornou a primeira mulher a passar um inverno sozinha no mar congelado do Ártico, experiência que deu origem a "Bom Dia, Inverno", e a pessoa mais jovem da América Latina a cumprir a Passagem Noroeste em travessia solitária. Também assina os livros "Nós, o Atlântico em Solitário", "Mil Milhas", "Um Mundo em Poucas Linhas" e "Férias na Antártica", e reúne mais de 750 mil seguidores nas redes sociais, onde fala sobre navegação e sobre a fragilidade do clima e do gelo marinho.



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